Sobrado à venda, Sacomã, tres dormitorios, sala dois ambientes, dois banheiros, uma vaga de garagem, oitma localização- São Paulo-SP São Paulo, SP

Rua Venâncio José Romão, 273 - Sacomã - São Paulo/SP
170 m² total
3 quartos
2 banheiros
160 m² útil

Sobre o imóvel

Sobrado à venda com 3 quartos, 1 vaga e 2 banheiros. Localizado em Rua Venâncio José Romão, no bairro Sacomã em São Paulo.

Possui uma ótima localização, ideal para quem procura morar próximo a:
  • Colégio Vicentino Virgem Poderosa
  • Acesso ao transporte público Estr. Das Lágrimas, 970
  • Shopping Heliópolis
Desfrute de um sobrado, com diversas comodidades como:
  • Sacada
  • Copa
  • Lavanderia
  • Sala de Jantar
  • Varanda
  • Armário Cozinha
  • Armário no Quarto

Descrição

Sobrado à venda, Sacomã, tres dormitorios, sala dois ambientes, dois banheiros, uma vaga de garagem, oitma localização- São Paulo-SP São Paulo, SP Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cidade. Depois que a fábrica foi desativada, no lugar do antigo poço para retirada da argila, formou-se uma lagoa, na qual iam nadar os garotos do bairro e com freqüência algum morria. Foi um dos lugares mais perigosos da Cidade, por muito tempo. Hoje, quem vai para Santos pela Via Anchieta, saindo pela av. Nazaré, é obrigado a dar uma volta, passando pela baixada em que existiu a grande lagoa, atrás da Cerâmica, e vai sair no local em que existiram a residência e o grande buraco para extração de argila. Virando à direita entra-se na via Anchieta, exatamente onde havia o arco. Em frente, no local da fábrica, fica o acesso para São Caetano e a Estrada das Lágrimas, que é afinal a velha estrada de Santos, dos tempos do Lorena. Fonte: upiranga ______________________________________________________________________ O distrito do Sacomã é formado pelos seguintes bairros: Bandeirantes Cidade Nova Heliópolis Jardim Ana Maria Jardim Celeste Jardim Independência Jardim Patente Jardim Patente Novo Jardim Seckler Jardim Tropical Jardim. Botucatu Jardim. Clímax Jardim. Dionísio Jardim. Imperador Jardim. Liar Jardim. Maristela Jardim. Sto. Antônio do Cursino Jardim.Santa Cruz Jardim.Santa Emilia Moinho Velho Parque Fongaro Parque Bristol Sacomã São João Clímaco Vila Anchieta Vila Arapuá Vila Caraguatá Vila Conde do Pinhal Vila Cristália Vila Cristina Vila das Mercês Vila Elísio Vila Escudeiro Vila Liviero Vila Marte Vila Natália Vila Nair Vila Quaquá Vila Romano Vila Sta. Tereza Vila Vera Vila Vergueiro Vila Vermelha Sacomã – História E é dentro deles que existem os outros menores, que tiveram origem em determinados loteamentos e que ficaram fixados na memória do povo. O Sacoman é um bairro bem identificado dentro do Ipiranga. Mantém sua identidade e ao mesmo tempo sua integração. A história do Sacoman tem aspectos curiosos. Liga-se ao antigo Caminho do Mar, as obras do Museu, ao bairro do Ipiranga e aos franceses da fábrica Saccoman, que iniciaram em São Paulo a produção de telhas tipo Marselha. Ao lado da represa do Moinho Velho foi construída a chácara. O conhecido “Castelinho” tinha os balcões ornamentados com peças de terracota. O telhado ostentava as telhas planas do tipo Marselha e outros ornatos que eram o orgulho do estabelecimento cerâmico Saccoman Fréres. A articulação entre o Museu e o Sacoman era o antigo caminho para Santos. Havia os pontos de parada preferidos , juntos aos cursos d’água: o lavapés na entrada da Cidade, o Ipiranga junto a colina, o Moinho Velho onde começava a estrada para São Caetano. Pouco mais adiante em um alto , ficava a Árvore das Lágrimas, onde os que iam acompanhar parentes que viajavam para Santos e para longe deviam se despedir, a tempo de voltar para São Paulo. Foi no ponto em que a estrada cruzava o córrego e afluente do Moinho Velho que se estabeleceram os irmãos Saccoman. Foi feita uma barragem na parte superior , do lado oeste, formando-se um reservatório, com um quilometro de extensão.No local existe hoje um conjunto viário. Os irmãos Antoine, Henry e Ernest Saccoman pertenciam a uma família de Marselha, de tradicionais fabricantes de cerâmica. Chegaram à São Paulo nos últimos anos do Império, quando o crescimento da população já estimulava o desenvolvimento da construção civil e se multiplicavam as olarias mecânicas e manuais e apareciam as primeiras cerâmicas em escala industrial. Naquele momento iniciava-se a construção do Museu do Ipiranga com tijolos da vizinha São Caetano. A produção nesse setor era pequena. Os Saccoman trouxeram melhorias de qualidade. Nas últimas décadas do século XIX, com o uso de máquinas à vapor em serrarias e olarias, foi possível uma melhoria técnica nos padrões gerais das construções. Mas nos telhados continuavam a ser usadas as tradicionais telhas “coloniais”sempre irregulares e de difícil fixação. Em suas formas mais simples, eram moldadas sobre as pernas dos escravos. Nas obras mais importantes, para garantir maior nível de qualidade, eram utilizadas telhas importadas e as preferidas eram sem dúvida, as de Marselha. Alguns edifícios antigos como o armazém da Cia. Paulista de Estrada de Ferro em Campinas, ainda conservam uma cobertura de telhas importadas. Tijolos de boa qualidade foram fabricados logo que chegaram as ferrovias, mas as telhas por mais estranho que possa parecer, até os primeiros anos da República, continuaram a vir da Europa, como s fosse de elevada sofisticação tecnológica. Em 1.903, os bondes elétricos chegaram ao Ipiranga. Em 1.909 foi criada a Linha “Fábrica”, chegando à fábrica de Nami Jafet. Pouco depois pela Rua Silva Bueno a Linha “Fábrica”chegava ao Sacoman. A Rua Silva Bueno terminava na antiga estrada de Santos. Nos anos 20 naquele ponto terminava também a parte urbanizada da Cidade, ainda pouco construída, e começava a zona rural. Ali tinha início também o Caminho do Mar, reconstruído em 1.920 por Rudge Ramos. Foi a primeira experiência de obras rodoviária de maior porte construída e explorada em São Paulo pela iniciativa privada. A empresa criada por Rudge Ramos construiu pequenos pontos de pedágio com barreiras. Nesses locais , para chamar atenção mandava construir arcos. O primeiro marcando o início do Caminho do Mar, ficava no Sacoman, alguns metros acima da R. Silva Bueno, em frente ao portão da Cerâmica. Diferentemente de outros postos, neste caso o arco e o edifício eram como uma obra só. Eram uma referencia básica para a cidade e para o bairro. O pedágio do Caminho do Mar foi abolido em 1.923, mas o arco permaneceu, intrigando com sua presença a todos que ali passavam. Por isso mesmo, constituía uma marco no início da estrada, como a fábrica, ao lado. Em 1.921, exatamente quando se iniciavam as grandes transformações no bairro, ocorreu a morte de Antoine. Os irmãos Saccoman decidiram voltar para a Europa e venderam a indústria, que passou a se denominar Cerâmica Ipiranga. Mudou o nome da empresa mas ficou o do bairro. Ficaram ainda, por muitos anos, a velha residência, a lagoa e o grande buraco, para retirada de argila. Veio depois a Via Anchieta iniciada em 1.939. A primeira pista foi inaugurada em 1.947 e tinha início exatamente no local em que existiu o primeiro arco. A pista foi alargada, mas ficaram na paisagem dois sinais: uma guarita e uma voluta , que guarnecia a escada do antigo posto e era reconhecida pelos viajantes mais atentos, que sabiam que ali terminava o Ipiranga e a Cid

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  • Varanda
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