Loja , muito bem localizada no Centro de Vitória, no grande comercio da Capital. Centro
Sobre o imóvel
Desfrute de uma loja, com diversas comodidades como:
- Central de Ar Condicionado
- Cerâmica
- Restaurante
- Vestiário Empregados
- Aquecimento Elétrico
- Escritório
- Divisória
Descrição
Caro investidor/lojista Agende sua visita e conheça esta maravilho ponto comercial aqui no centro de Vitória, ponto mais valorizado que qualquer loja satélite nos melhores shoppings da Grande Vitória, conheça um pouco desta preciosidade: Loja com sobreloja com o total de 80m², distribuídos em dois pavimentos, espaço maravilhoso para lojas de eletrodomésticos, financeiras, clinica medica . e outros. Localizada no centro, próximo ao cineteatro Glória, Banco Bradesco, Codesa, Banco do Brasil, Praça Oito, este imóvel encontra-se em uma excelente localização. Caro cliente/investidor, agende sua visita, vamos conhecer esta maravilhosa oportunidade de colocar sua marca em um patamar ainda mais elevado. DOCUMENTAÇÃO IPTU, Escritura e Registro. Liberado para financiamento. Observação: Todas as informações foram prestadas pelo proprietário do imóvel. Necessita de reforma. Código do imóvel: LO0001_ALEXMO Centro de Vitória: foi lá que tudo começou, mais precisamente na Cidade Alta. E o alto não foi por acaso: era estratégico para que os portugueses conseguissem se defender e, por consequência, a nova vila, de possíveis invasões. E como quase toda ocupação do período colonial, nossa Capital também foi construída ao redor de uma igreja, a Capela de Santa Luzia, hoje ainda de pé. A “descida” em direção ao mar é algo bem mais recente, dos séculos 19 e 20. O historiador Estilaque Ferreira dos Santos destaca que a região ainda preserva o desenho colonial que ganhou forma desde a ocupação portuguesa, com suas escadarias e largura de ruas. “O traçado fundamental de Vitória é do século 16. Ele por si só é uma relíquia. A maior parte das construções desapareceu, o tempo consumiu, mas o traçado ficou. O Centro histórico preserva esse traço, de uma cidade antiga, colonial de origem remota. As ruas tortuosas são de uma cidade colonial portuguesa típica. O historiador Sérgio Buarque de Hollanda lembrava que os portugueses iam construindo ruas tortuosas. E eles eram bem práticos”, conta. A antiga Igreja Matriz, com estilo colonial, foi demolida no século XX para dar lugar à Catedral Metropolitana, de estilo neogótico — Foto: Diego Alves A coordenadora de Revitalização Urbana da Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec), Anna Karine de Queiroz Costa Belliini, ressalta que a Cidade Alta também tinha todas as características buscadas pelos portugueses para fundar uma vila no período colonial. “São características de defesa: de estar em uma região alta e próxima a um curso d’água, que no caso é a Baía de Vitória. Essa localização é estratégica para fundar uma cidade de posse e de defesa. O mar servia também para escoar a riqueza”, destaca. O primeiro triângulo Durante um bom tempo, completa Estilaque, nossa Vila cresceu basicamente em torno de um triângulo. Seus vértices eram a Capela de Santa Luzia, o Colégio de São Tiago - hoje Palácio Anchieta - e a Igreja Matriz, hoje Catedral. A Capela como primeira construção foi feita por Duarte Lemos (que recebeu a Ilha de Vasco Fernandes Coutinho) ao lado da própria casa, que hoje não existe mais. A partir desse triângulo, foram se desenvolvendo “trilhas”, que são nada mais do que as primeiras ruas de Vitória. “Foi em torno desse triângulo que, no século 16, José de Anchieta noticiou que Vitória tinha uma espécie de cerca. Era um triângulo construído basicamente com um objetivo de defesa militar, já que os ataques poderiam vir pelo mar. Ali se tinha uma posição de defesa melhor do que em qualquer outro lugar. É essa posição que explica o sucesso de Vitória e o sucesso do Espírito Santo”, destaca o historiador. Dentro desse triângulo é que foram se estabelecendo as casas, o comércio e as edificações locais. Outra construção importante que estava nessa região era a Câmara Municipal, junto com a ela, destaca Estilaque, estavam a cadeia e o pelourinho. Outra curiosidade é que o Palácio Anchieta não tinha a sua fachada voltada para o mar, como é hoje, mas sim para a Praça. “A fachada era voltada para a praça, que tinha uma importância muito grande nesse traçado. Os jesuítas atuavam no sentido de conduzir o território. As igrejas deles sempre eram construções muito importantes”, complementa Anna Karine. Para Anna Karine, a Cidade Alta demonstra um reflexo da revolução arquitetônica e urbana da cidade. Na região há edificações do período colonial, do início do período republicano e até outras mais atuais. “Há duas casinhas, por exemplo, que ficam atrás da Catedral. Elas são construções civis, do período colonial. Uma delas é a sede do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Elas eram residenciais. Já a Capela de Santa Luzia é marcante por ter uma escala mais próxima à escala humana, bem pequena. Do século 18, temos a igreja de São Gonçalo e o convento São Francisco que, embora tenha sido alterado ao longo do tempo, é do período colonial. Todas essas têm seu valor reconhecido pelas diversas instâncias de governo”, cita. Mudanças nas construções Com a chegada do período republicano e do século 20, algumas edificações da Cidade Alta acabaram sendo demolidas ou ainda ganharam outros usos diferentes daqueles para os quais haviam sido inicialmente projetadas. De acordo com Anna Karine, isso se deu porque os governantes das cidades brasileiras, de uma maneira geral, buscaram alterar a fisionomia colonial da cidade. “Era algo que eles entendiam como sendo uma cara de atraso. Tudo que remetia ao período colonial ganhou esse estigma porque a república deveria significar o progresso, uma nova era. Isso se refletiu também na arquitetura e no urbanismo, com o que chamamos de ecletização da arquitetura”, explica. Nesse processo, muitas edificações que eram coloniais, marcadas pela simplicidade e ausência de adornos e enfeites, passam a recebê-los, como características ecléticas. Um exemplo disso é o Palácio Anchieta: uma edificação colonial que foi “enfeitada”. “Ela sofreu uma maquiagem, digamos assim. As torres, por exemplo, foram removidas. Esse processo fez com que ela saísse da simplicidade colonial para a monumentalidade do ecletismo. A arquitetura reflete esse desejo da modernidade”, destaca Anna Karine. Outra construção que passou por um processo parecido foi o atual Palácio Sônia Cabral que antes era a sede da Assembleia Legislativa. O local era a Igreja da Misericórdia, que foi demolida no governo Jerônimo Monteiro, para poder receber os deputados estaduais. O mesmo aconteceu com a Igreja Matriz, também de estilo colonial, demolida para dar lugar à Catedral Metropolitana, de estilo neogótico. A antiga sede da Câmara de Vitória também acabou indo ao chão, porém bem mais tarde, no começo da ditadura militar, como relembra o historiador Estilaque Ferreira. A visão sobre a construção colonial representar o atraso era a mesma de anos antes no início da república: “Perto da época da demolição, o prédio era depreciado pelas pessoas. Chamavam de pardieiro, mas na verdade era um símbolo de Vitória. Para se ter ideia, séculos antes, ele era de fato o centro de poder. O Colégio de São Tiago, hoje associado ao poder como sede do Governo, era uma região considerada de periferia”, comenta Estilaque. Expansão Por conta de a então capitania e depois província ter recebido investimentos muito lentamente, além de pouca imigração, o crescimento da Vila também se deu de forma bem lenta. Segundo o historiador, com o crescimento do comércio e a intensificação de atividades ligadas ao mar na Vila é que ela vai “escorregando” para baixo. Daí foram se formando novas “trilhas” que conduziam aos cais da Capital. “Se você estivesse no pelourinho e quisesse descer para ir ao Cais Grande deveria pegar uma trilha, que depois virou a Ladeira do Pelourinho e hoje é a escadaria Maria Ortiz. Ao pé da ladeira temos aquela região que deu origem a uma rua, que hoje se chama Duque de Caxias, que antigamente era a Rua da Praia, porque dava para o mar”, exemplifica. Em torno do cais, formou-se uma praça que hoje conhecemos como Praça Oito. Lá em frente havia uma grande construção, o chamado edifício da alfândega. Daí a praça ter sido conhecida por muito tempo como a Praça da Alfândega. A atual Jerônimo Monteiro era a chamada de Rua da Alfândega. Além do Cais Grande, havia um cais perto da atual rua General Osório, chamado Cais dos Padres, por lá, cresceu o comércio da vila, dando origem à atual Florentino Avidos, conhecida então como Rua do Comércio. “O comércio vai então se esparramando para a cidade baixa por um motivo muito simples: os cais. A vila é uma vila marítima. O contato principal com os outros locais se dava pelo mar por isso o comércio cresceu perto desses cais. Além desses, havia um outro chamado Cais da Coluna que foi reformado quando D. Pedro II veio aqui, então ganhou o nome de Cais do Imperador, perto da escadaria Bárbara Lindenberg”, conta. Novas ruas No século 20, algumas ruas começaram a ganhar ligações diretas. Por exemplo, não havia uma ligação direta entre a Florentino Avidos e a Jerônimo Monteiro - as antigas ruas do Comércio e da Alfândega, respectivamente. A própria rua da Alfândega era muito mais estreita e tortuosa, segundo Estilaque, indo até o Largo da Conceição, atualmente, Praça Costa Pereira. “Havia muitas construções e ruas pequenas dentro do que é hoje a praça. Elas foram sendo derrubadas e formando a Costa Pereira. Depois dela, havia a rua dos Pescadores, que virou Rua da Capixaba, hoje parte da Jerônimo Monteiro, que na década de 30 foi interligada à então rua da Aflândega. Era uma rua que dava para o mar”, explica. Outra região que é fruto dessa expansão é a região do Parque Moscoso, que foi concluída em 1912, com a ocupação e inauguração do Parque e do bairro. Foi na década de 1950, com o governador Jones dos Santos Neves, que foram feitos aterros na região, especialmente da parte interna da então Rua da Capixaba para o mar. Hoje, o local é conhecido como Av. Princesa Isabel. Ali se formaria a região mais moderna do Centro da Capital, que começaria a se verticalizar nessa mesma década. Também já estava aberta a Avenida Vitória, partindo da região do Forte São João, para ajudar a reforçar o povoamento na região da Praia do Suá. Anna Karine destaca que a demora na expansão da cidade está diretamente ligada à economia: “Foram muitos anos para fazer esses aterros porque o Estado tinha poucos recursos e, em geral, os governadores não tinham mandato de quatro anos. Durante todo o ciclo do ouro o Estado pouco se desenvolveu, o que fez com que a nossa economia mirrasse, gerando essas consequências”, destaca. Um lado positivo disso, porém, é que, segundo a coordenadora, esse “atraso” protegeu a região de ter seu traçado original desconfigurado. “Isso é muito raro em cidades da mesma idade de Vitória. Outras sofreram muito mais modificações”, ressalta Anna Karine. Preservação Preservação Atualmente, a região do Centro possui cerca de 90% das edificações tombadas do município. Anna Karine destaca que a Prefeitura de Vitória faz um trabalho de conscientização e fiscalização com esses proprietários, já que os imóveis históricos, quando preservados, têm direito à isenção do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). “Monitoramos o estado de conservação desses imóveis. É o que fazemos no período de agosto a novembro: o monitoramento de imóveis de interesse de preservação. Se eles atingem os critérios, podem ter desconto de 50% e até a isenção total do imposto. A ideia é incentivar que os imóveis sejam mantidos em bom estado”, explica. Caso haja problemas com a edificação, o proprietário pode ser notificado a fazer o restauro. A prefeitura, por sua vez, já está desenvolvendo os projetos de restauro da Biblioteca Municipal, no Casarão dos Cerqueira Lima, além do viaduto Caramuru. Com os projetos concluídos, inicia-se a captação de recursos para execução das obras. Nos últimos anos, foi restaurada a Escadaria Maria Ortiz, em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). Outras escadarias vão passar por intervenções em breve, com recursos captados pela prefeitura: a São Diogo, na altura da Praça Costa Pereira, e a Carlos Messina, na altura do Parque Moscoso.
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Sobre a imobiliária Alex de Morais Imóveis
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