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Piracicaba, SPExcelente oportunidade de comprar chácara no Alpes Suíço (região da Volta Grande) com 5.000 m² de terreno rico em recursos naturais, ótima área de plantação com pomar formado por árvores frutíferas e alto potencial construtivo, contando com 380 m² de área construída vendida no formato porteira fechada (100% mobiliada e decorada). Esta chácara com lazer completo possui casa principal avarandada com 2 quartos com armários, 4 banheiros, 2 salas amplas, jardim de inverno, lavanderia e cozinha equipada, além de um salão anexo no pavimento inferior com banheiro e cozinha de apoio, área externa com piscina e deck em pedra, varanda gourmet coberta com churrasqueira e forno a lenha, canil estruturado e pátio para mais de 30 veículos, oferecendo o refúgio perfeito com fácil acesso a poucos minutos do Terminal do São Jorge e dos principais mercados da cidade.
13, 0 - Colinas de Santa IzabelExcelente localização, Santa Isabel, estrada principalAceita proposta à vista!
Piracicaba, SPExcelente localização, Santa Isabel, estrada principalAceita proposta à vista!
Rua Santa Cruz, 50 - Cidade AltaJá imaginou viver cercado pela natureza, com espaço, liberdade, conforto e o sabor doce das frutas colhidas no próprio quintal? Essa chácara incrível, localizada na região mais valorizada do Campestre, é o lugar ideal para quem busca qualidade de vida, conexão com a terra e momentos inesquecíveis ao lado da família. Com 1.000 m² de terreno, esse refúgio encanta logo na chegada: são diversas árvores frutíferas espalhadas pelo jardim – laranja, limão, pera, ciriguela, pitanga, jabuticaba, bananeira e até pés de café – trazendo frescor, sombra e aquele aroma de infância no interior. A casa principal oferece conforto e praticidade, com 3 dormitórios, sendo 1 suíte com closet, perfeita para seu descanso. A sala com dois ambientes é ideal para receber bem, e os 4 banheiros garantem funcionalidade para toda a família e convidados. Toda avarandada, a casa foi feita para aproveitar o melhor do clima da região e curtir cada detalhe da paisagem ao redor. A área gourmet é um show à parte: churrasqueira, forno e fogão a lenha criam o ambiente perfeito para encontros inesquecíveis. E nos dias de sol, nada melhor que se refrescar na piscina, com todo o espaço e privacidade que você merece. Localizada na região que mais valorizou nos últimos anos, essa chácara é um excelente investimento e também um convite à vida que você sempre sonhou. 🌳 Quer viver tudo isso? Entre em contato agora e agende sua visita. O seu paraíso está mais perto do que você imagina!
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Rua das Violetas, 405 - Nova PiracicabaCHÁCARA EM CONDOMÍNIO DE ALTO PADRÃO NOVO HORIZONTE, COM 5 DORMITÓRIOS SENDO 4 SUÍTES,SENDO 1 BANHEIRO SOCIAL, SALA COM LAREIRA,COZINHA COM DISPENSA,LAVANDERIA, ÁREA GOURMET COM CHURRASQUEIRA COM FORNO E FOGÃO A LENHA COM AMPLO ESPAÇO COBERTO,COM ÁREA DE LAZER COM PISCINA,CHURRASQUEIRA,SALÃO DE JOGOS POMAR COM DIVERSOS TIPOS DE FRUTAS COMO CEREJEIRA, ACEROLA,AMORA,JABUTICABEIRA,FIGO E FRAMBUESA,CONDOMÍNIO OFERECE SEGURANÇA, CONFORTO,PRIVACIDADE PARA TODA A FAMÍLIA,ÁS MARGENS DA REPRESA DO JAGUARI,TODO TRAJETO INTEIRO ASFALTADO ATÉ A PORTARIA. DISTÂNCIA ATÉ O CENTRO DE PIRACABA DE 15KM,80KM DE SÃO PAULO, 12KM ATÉ A RODOVIA FERNÃO DIASE 1KM ATÉ A RODOVIA DOM PEDRO.CIDADE DE PIRACICABA é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. É a principal cidade da Região Metropolitana de Piracicaba (RMP) e está situada a cerca de 150 km a noroeste da capital paulista. Ocupa uma área de pouco mais de 1 378 km², sendo aproximadamente 169 km² em área urbana, e sua população em 2022 era de 423 323 habitantes, sendo assim o 13º município mais populoso do estado. Foi fundada em 1767, às margens do rio Piracicaba, manancial que foi vital para a região. No decorrer do século XIX, a agricultura se desenvolveu no município, com destaque para o cultivo da cana-de-açúcar e do café. Contudo, ainda na primeira metade do século XX, a cidade entrou em decadência. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços do açúcar, a economia piracicabana se estagnou, o que viria a ser revertido somente a partir do início de sua industrialização. A cidade se tornou uma das primeiras a se industrializar no país, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados à produção de açúcar. Esta atividade expandiu-se a partir da década de 1970 para o setor sucroalcooleiro, com a criação do programa Pró-álcool, voltado para a produção de álcool hidratado para uso automotivo, devido à crise mundial do petróleo em 1973. Isto contribuiu significativamente para o crescimento industrial de Piracicaba ao longo das décadas seguintes, chegando a ser o 34 º maior PIB brasileiro em 2021, sendo sede de um dos principais centros industriais da região, além de contar com diversas universidades. Além da importância econômica, Piracicaba ainda é um importante centro cultural de sua região. O Horto Florestal de Tupi e o Balneário de Ártemis configuram-se como grandes áreas de preservação ambiental, enquanto que o Parque Professor Phillipe Westin e os parques situados às margens do rio Piracicaba são relevantes pontos de visitação localizados na zona urbana. O Salão Internacional de Humor de Piracicaba é considerado um dos mais importantes eventos sobre humor gráfico, realizado anualmente no Engenho Central. Este antigo engenho canavieiro foi tombado como patrimônio histórico e cultural, servindo hoje como espaço cultural, artístico e recreativo. Etimologia Ver também: Topônimos tupi-guaranis no Brasil Em tupi: pirá sykaba. Chegar é syk. Lugar de chegada (ou, mais literalmente, lugar de chegar) é syk-aba. Este último termo está em relação genitiva com pirá, peixes. O nome do município vem da língua geral e significa "o lugar de chegada do peixe", através da junção dos termos pirá ("peixe"), syk ("chegar") , ab (sufixo que significa o lugar em que algo é feito ou acontece) e -a (sufixo substantivador).[8] É uma referência às quedas do rio Piracicaba, que bloqueiam a migração (piracema) dos peixes.[9] É relevante notar que, conforme Eduardo Navarro em seu Dicionário de Tupi Antigo (2013), o termo provém da língua geral, que é um desenvolvimento histórico do tupi antigo e, portanto, mais recente. No tupi antigo, syk significava apenas chegar por terra (chegar por água, como no caso dos peixes, seria îepotar). O século em que foi dado o nome de Piracicaba ao lugar (século XVIII) coincide com a época em que a língua geral era falada, e não mais o tupi antigo ou clássico.[10] História Período Pré-Colonial Segundo datações por termoluminescência obtidas em sítios arqueológicos localizados entre os rios Claro e Piracicaba, essa região é ocupada de forma contínua por grupos humanos há pelo menos 8.000 anos.[11] Nesses locais foram identificados antigos instrumentos de pedra, tais como percutores, raspadores, núcleos e lascas, assim como diversas pontas de projétil feitas a partir de arenito, quartzo e outras rochas, apresentando características geralmente associadas às Tradições Humaitá e Umbu.[12] Essas primeiras populações ameríndias que habitaram os vales do rio Piracicaba e Corumbataí viviam da caça, pesca e coleta de frutos, raízes e outros alimentos. Ao todo, treze sítios arqueológicos pré-coloniais já foram identificados no território do atual município de Piracicaba, todos eles apresentando vestígios de antigas aldeias a céu aberto, oficinas líticas e acampamentos de caça.[13][14][15][16][17][18][19][20][21][22][23][24][25] Grupos indígenas agricultores e produtores de cerâmica teriam alcançado a região de Piracicaba por volta do início da Era Cristã, sendo estes os antepassados dos Tupi, Guarani e Guaianazes, povos falantes de idiomas dos troncos Tupi e Macro-Jê, respectivamente.[26][27][28] Contudo, poucas informações precisas acerca do modo de vida e costumes dessas populações chegaram até a atualidade, já que os europeus nem sempre compreendiam as distinções étnicas que existiam entre os indígenas.[29][30] Por outro lado, algumas fontes mencionam os Paiaguás e Caiapós enquanto possíveis habitantes dos arredores do vale do rio Piracicaba.[31][32] A passagem de expedições bandeirantes pela região gerou diversos conflitos com os indígenas, sendo muitos destes expulsos, escravizados ou mortos ao longo dos primeiros séculos de colonização europeia.[31][32] Povoamento e criação do município Paisagem do Rio Piracicaba, de José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899). O Vale do Rio Piracicaba começou a ser ocupado por descendentes de europeus durante o século XVII, quando alguns colonos adentraram a floresta e começaram a ocupar as terras ao redor do rio Piracicaba, praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal. Por sua vez, o primeiro registro confirmado de sesmaria concedida na região de Piracicaba data de 1726, embora existam indícios de uma doação de sesmaria já em 1693, em nome de Pedro de Morais Cavalcanti. Recebida pelo ituano Felipe Cardoso, a sesmaria concedida em 1726 situava-se a cerca de um quilômetro do salto do rio Piracicaba, reunindo-se diversos posseiros e sesmeiros no entorno dessa área, a qual era parcialmente atravessada pelas estradas que levavam à vila de Itu e às minas de Cuiabá.[33] Essa pequena comunidade rural formada na região aparece inclusive no “Mappa da Capitania de São Paulo”, produzido pelo cartógrafo genovês Francesco Tosi Colombina durante a década de 1750, o qual mostra uma certa localidade denominada “povoação nova de Piracicaba” na margem direita do rio de mesmo nome.[34] Trecho do Mappa da Capitania de São Paulo, produzido na década de 1750 por Francesco Tosi Colombina, mostrando a "Povoação Nova de Piracicaba". Em 1766, o então governador da Capitania de São Paulo, Dom Luís António de Sousa Botelho Mourão, decidiu fundar uma povoação na região, a qual serviria de apoio à navegação das embarcações que desceriam o rio Tietê, em direção ao rio Paraná, dando também retaguarda ao Forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai.[35] A povoação deveria ser fundada na foz do rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decidiu-se por um ponto localizado entre setenta[36] e noventa[32] quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu. A povoação de Piracicaba foi fundada em 1 de agosto de 1767, na margem direita do rio, localizado aproximadamente onde futuramente se situaria o Engenho Central e partes da Vila Rezende. Conforme era costume no período colonial, as povoações que recebiam autorização para erguer uma capela eram consagradas a uma figura santa cristã, sendo Nossa Senhora dos Prazeres escolhida para a localidade, sendo posteriormente mudada para Santo Antônio.[32][37] Nesse sentido, a povoação de Piracicaba era ligada politicamente a Itu, então a vila mais próxima. Em 1774, a povoação foi elevada à condição de freguesia, contando na época com cerca de 230 habitantes e 45 casas, segundo um recenseamento realizado em 1775.[9][38] Em 1777, o forte de Iguatemi foi tomado pelos espanhóis, parte de uma campanha militar mais ampla da Coroa da Espanha na América, envolvendo também a conquista da colônia de Sacramento, localizada no atual Uruguai, e o rendimento das fortalezas lusitanas na Ilha de Santa Catarina.[39][40] Consequentemente, a freguesia de Piracicaba parece também ter sofrido impactos indiretos dos conflitos, já que o apoio logístico ao forte de Iguatemi era uma das principais atividades econômicas locais.[41][42] Por outro lado, conflitos entre Antonio Correa Barbosa e o padre João Manuel da Silva, primeiro pároco da freguesia, levaram o último a solicitar transferência em 1776, fazendo com que Piracicaba permanecesse sem serviços religiosos durante os oito anos seguintes.[42] As tensões entre a população local e Correa Barbosa eram aparentemente frequentes, a ponto de, em 1786, ocorrer uma representação coletiva junto ao capitão-general da Capitania de São Paulo contra o chamado Povoador de Piracicaba.[33] O terreno irregular e infértil da margem esquerda do rio provocou, em 1784, uma mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio. De acordo com o historiador Joaquim Silveira Melo, “com o abandono da colônia de Iguatemi, ficaram sendo de pouca importância os motivos da existência da povoação na margem direita do Piracicaba; não havia mais necessidade de estaleiro para a fabricação de canoas e nem do rio como barreira que dificultasse aos soldados e degredados apanharem durante a noite a estrada para Itu, e por isso promoveram o capitão diretor António Corrêa Barbosa e o vigário frei Tomé de Jesus um abaixo-assinado que chegou às mãos do capitão-general Francisco da Cunha Menezes em 6 de junho de 1784, pedindo a mudança da povoação da margem direita do rio para o lado fronteiro, na margem esquerda”.[43] Nos anos subsequentes, uma nova igreja e residências foram construídas na área escolhida para a freguesia de Piracicaba, parte da antiga sesmaria de Felipe Cardoso, crescendo a agricultura em virtude da fertilidade das terras roxas da margem esquerda do rio.[44] Com efeito, há registro de diversas sesmarias concedidas em Piracicaba no ano de 1795, o que revela a ampliação das áreas de cultivo nos arredores da freguesia.[44] No início do século XIX, a região se desenvolveu, baseada na navegação do rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar, o qual era baseado maciçamente no trabalho de negros escravizados.[9][31] Em 1808, o terreno da freguesia foi delineado a mando do capitão-general Franca e Horta, com ruas com largura uniforme, formando ângulos retos e quadras regulares, de forma a facilitar a demarcação de terrenos públicos e privados.[45] Anos depois, em 1821, a freguesia foi elevada à condição de vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à Constituição Portuguesa que estava em fase de aprovação naquele ano. A nova vila foi constituída a partir de territórios antes pertencentes às vilas de Itu e Porto Feliz.[46] Com a elevação à condição de vila e com o desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar, a então Vila Nova da Constituição passou por um significativo ciclo de crescimento econômico. Já em 11 de agosto de 1822, foi realizada a primeira reunião da que viria a ser a futura Câmara de Vereadores da cidade.[9] Engenho Central de Piracicaba, fundado em 1881. Piracicaba desenvolveu-se rapidamente, tornado-se a principal cidade da região e polarizando outras vilas que dariam origem às cidades de São Pedro, Limeira, Capivari, Rio Claro e Santa Bárbara d'Oeste. A cidade permaneceu vinculada ao cultivo de cana-de-açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana-de-açúcar, a região tornou-se um dos principais polos escravocratas no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.[47] De acordo com levantamentos de 1817, período em que Piracicaba ainda era uma freguesia, as fazendas e engenhos-de-açúcar locais contavam com cerca de 890 negros escravizados.[48] Em 1887, às vésperas da Abolição, aproximadamente 5.663 africanos e afro-brasileiros trabalhavam em regime de escravidão em Piracicaba, fazendo do município a terceira cidade – à época com cerca de 22.000 habitantes livres – com mais escravos em São Paulo.[31][49] No entanto, em 1847, o Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro (conhecido como Senador Vergueiro), proprietário da Fazenda Ibicaba (na época pertencente ao território de Piracicaba), foi pioneiro em adotar a mão-de-obra imigrante assalariada em substituição aos escravos africanos, contratando famílias suíças e alemãs.[50] Em 1877, a cidade passou a ter ligação ferroviária da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro com Itu e Jundiaí, via Capivari e Indaiatuba. No mesmo ano, por intermédio de seu então vereador e futuro presidente da República, Prudente de Morais, a cidade adotou o nome de "Piracicaba", abandonando a denominação portuguesa de Vila Nova da Constituição.[47] No ano de 1881, às margens do rio Piracicaba, foi fundado o Engenho Central de Piracicaba, que viria a se tornar um dos maiores engenhos de açúcar do Brasil nos anos seguintes
Piracicaba, SPCHÁCARA EM CONDOMÍNIO DE ALTO PADRÃO NOVO HORIZONTE, COM 5 DORMITÓRIOS SENDO 4 SUÍTES,SENDO 1 BANHEIRO SOCIAL, SALA COM LAREIRA,COZINHA COM DISPENSA,LAVANDERIA, ÁREA GOURMET COM CHURRASQUEIRA COM FORNO E FOGÃO A LENHA COM AMPLO ESPAÇO COBERTO,COM ÁREA DE LAZER COM PISCINA,CHURRASQUEIRA,SALÃO DE JOGOS POMAR COM DIVERSOS TIPOS DE FRUTAS COMO CEREJEIRA, ACEROLA,AMORA,JABUTICABEIRA,FIGO E FRAMBUESA,CONDOMÍNIO OFERECE SEGURANÇA, CONFORTO,PRIVACIDADE PARA TODA A FAMÍLIA,ÁS MARGENS DA REPRESA DO JAGUARI,TODO TRAJETO INTEIRO ASFALTADO ATÉ A PORTARIA. DISTÂNCIA ATÉ O CENTRO DE PIRACABA DE 15KM,80KM DE SÃO PAULO, 12KM ATÉ A RODOVIA FERNÃO DIASE 1KM ATÉ A RODOVIA DOM PEDRO.CIDADE DE PIRACICABA é um município brasileiro no interior do estado de São Paulo, Região Sudeste do país. É a principal cidade da Região Metropolitana de Piracicaba (RMP) e está situada a cerca de 150 km a noroeste da capital paulista. Ocupa uma área de pouco mais de 1 378 km², sendo aproximadamente 169 km² em área urbana, e sua população em 2022 era de 423 323 habitantes, sendo assim o 13º município mais populoso do estado. Foi fundada em 1767, às margens do rio Piracicaba, manancial que foi vital para a região. No decorrer do século XIX, a agricultura se desenvolveu no município, com destaque para o cultivo da cana-de-açúcar e do café. Contudo, ainda na primeira metade do século XX, a cidade entrou em decadência. Com o fim do ciclo do café e a queda constante de preços do açúcar, a economia piracicabana se estagnou, o que viria a ser revertido somente a partir do início de sua industrialização. A cidade se tornou uma das primeiras a se industrializar no país, com a abertura de plantas fabris ligadas ao setor metal-mecânico e de equipamentos destinados à produção de açúcar. 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O nome do município vem da língua geral e significa "o lugar de chegada do peixe", através da junção dos termos pirá ("peixe"), syk ("chegar") , ab (sufixo que significa o lugar em que algo é feito ou acontece) e -a (sufixo substantivador).[8] É uma referência às quedas do rio Piracicaba, que bloqueiam a migração (piracema) dos peixes.[9] É relevante notar que, conforme Eduardo Navarro em seu Dicionário de Tupi Antigo (2013), o termo provém da língua geral, que é um desenvolvimento histórico do tupi antigo e, portanto, mais recente. No tupi antigo, syk significava apenas chegar por terra (chegar por água, como no caso dos peixes, seria îepotar). 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Ao todo, treze sítios arqueológicos pré-coloniais já foram identificados no território do atual município de Piracicaba, todos eles apresentando vestígios de antigas aldeias a céu aberto, oficinas líticas e acampamentos de caça.[13][14][15][16][17][18][19][20][21][22][23][24][25] Grupos indígenas agricultores e produtores de cerâmica teriam alcançado a região de Piracicaba por volta do início da Era Cristã, sendo estes os antepassados dos Tupi, Guarani e Guaianazes, povos falantes de idiomas dos troncos Tupi e Macro-Jê, respectivamente.[26][27][28] Contudo, poucas informações precisas acerca do modo de vida e costumes dessas populações chegaram até a atualidade, já que os europeus nem sempre compreendiam as distinções étnicas que existiam entre os indígenas.[29][30] Por outro lado, algumas fontes mencionam os Paiaguás e Caiapós enquanto possíveis habitantes dos arredores do vale do rio Piracicaba.[31][32] A passagem de expedições bandeirantes pela região gerou diversos conflitos com os indígenas, sendo muitos destes expulsos, escravizados ou mortos ao longo dos primeiros séculos de colonização europeia.[31][32] Povoamento e criação do município Paisagem do Rio Piracicaba, de José Ferraz de Almeida Júnior (1850-1899). O Vale do Rio Piracicaba começou a ser ocupado por descendentes de europeus durante o século XVII, quando alguns colonos adentraram a floresta e começaram a ocupar as terras ao redor do rio Piracicaba, praticando a agricultura de subsistência e exploração vegetal. Por sua vez, o primeiro registro confirmado de sesmaria concedida na região de Piracicaba data de 1726, embora existam indícios de uma doação de sesmaria já em 1693, em nome de Pedro de Morais Cavalcanti. Recebida pelo ituano Felipe Cardoso, a sesmaria concedida em 1726 situava-se a cerca de um quilômetro do salto do rio Piracicaba, reunindo-se diversos posseiros e sesmeiros no entorno dessa área, a qual era parcialmente atravessada pelas estradas que levavam à vila de Itu e às minas de Cuiabá.[33] Essa pequena comunidade rural formada na região aparece inclusive no “Mappa da Capitania de São Paulo”, produzido pelo cartógrafo genovês Francesco Tosi Colombina durante a década de 1750, o qual mostra uma certa localidade denominada “povoação nova de Piracicaba” na margem direita do rio de mesmo nome.[34] Trecho do Mappa da Capitania de São Paulo, produzido na década de 1750 por Francesco Tosi Colombina, mostrando a "Povoação Nova de Piracicaba". Em 1766, o então governador da Capitania de São Paulo, Dom Luís António de Sousa Botelho Mourão, decidiu fundar uma povoação na região, a qual serviria de apoio à navegação das embarcações que desceriam o rio Tietê, em direção ao rio Paraná, dando também retaguarda ao Forte de Iguatemi, localizado na divisa com o futuro Paraguai.[35] A povoação deveria ser fundada na foz do rio Piracicaba com o Tietê, nas proximidades da atual cidade de Santa Maria da Serra, mas o capitão Antônio Correa Barbosa, incumbido de tal missão, decidiu-se por um ponto localizado entre setenta[36] e noventa[32] quilômetros da foz do Piracicaba, lugar já ocupado por alguns posseiros e com melhor acesso a outras vilas da região, notadamente Itu. A povoação de Piracicaba foi fundada em 1 de agosto de 1767, na margem direita do rio, localizado aproximadamente onde futuramente se situaria o Engenho Central e partes da Vila Rezende. Conforme era costume no período colonial, as povoações que recebiam autorização para erguer uma capela eram consagradas a uma figura santa cristã, sendo Nossa Senhora dos Prazeres escolhida para a localidade, sendo posteriormente mudada para Santo Antônio.[32][37] Nesse sentido, a povoação de Piracicaba era ligada politicamente a Itu, então a vila mais próxima. Em 1774, a povoação foi elevada à condição de freguesia, contando na época com cerca de 230 habitantes e 45 casas, segundo um recenseamento realizado em 1775.[9][38] Em 1777, o forte de Iguatemi foi tomado pelos espanhóis, parte de uma campanha militar mais ampla da Coroa da Espanha na América, envolvendo também a conquista da colônia de Sacramento, localizada no atual Uruguai, e o rendimento das fortalezas lusitanas na Ilha de Santa Catarina.[39][40] Consequentemente, a freguesia de Piracicaba parece também ter sofrido impactos indiretos dos conflitos, já que o apoio logístico ao forte de Iguatemi era uma das principais atividades econômicas locais.[41][42] Por outro lado, conflitos entre Antonio Correa Barbosa e o padre João Manuel da Silva, primeiro pároco da freguesia, levaram o último a solicitar transferência em 1776, fazendo com que Piracicaba permanecesse sem serviços religiosos durante os oito anos seguintes.[42] As tensões entre a população local e Correa Barbosa eram aparentemente frequentes, a ponto de, em 1786, ocorrer uma representação coletiva junto ao capitão-general da Capitania de São Paulo contra o chamado Povoador de Piracicaba.[33] O terreno irregular e infértil da margem esquerda do rio provocou, em 1784, uma mudança da sede da freguesia para a margem direita do rio. De acordo com o historiador Joaquim Silveira Melo, “com o abandono da colônia de Iguatemi, ficaram sendo de pouca importância os motivos da existência da povoação na margem direita do Piracicaba; não havia mais necessidade de estaleiro para a fabricação de canoas e nem do rio como barreira que dificultasse aos soldados e degredados apanharem durante a noite a estrada para Itu, e por isso promoveram o capitão diretor António Corrêa Barbosa e o vigário frei Tomé de Jesus um abaixo-assinado que chegou às mãos do capitão-general Francisco da Cunha Menezes em 6 de junho de 1784, pedindo a mudança da povoação da margem direita do rio para o lado fronteiro, na margem esquerda”.[43] Nos anos subsequentes, uma nova igreja e residências foram construídas na área escolhida para a freguesia de Piracicaba, parte da antiga sesmaria de Felipe Cardoso, crescendo a agricultura em virtude da fertilidade das terras roxas da margem esquerda do rio.[44] Com efeito, há registro de diversas sesmarias concedidas em Piracicaba no ano de 1795, o que revela a ampliação das áreas de cultivo nos arredores da freguesia.[44] No início do século XIX, a região se desenvolveu, baseada na navegação do rio Piracicaba e no cultivo da cana-de-açúcar, o qual era baseado maciçamente no trabalho de negros escravizados.[9][31] Em 1808, o terreno da freguesia foi delineado a mando do capitão-general Franca e Horta, com ruas com largura uniforme, formando ângulos retos e quadras regulares, de forma a facilitar a demarcação de terrenos públicos e privados.[45] Anos depois, em 1821, a freguesia foi elevada à condição de vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à Constituição Portuguesa que estava em fase de aprovação naquele ano. A nova vila foi constituída a partir de territórios antes pertencentes às vilas de Itu e Porto Feliz.[46] Com a elevação à condição de vila e com o desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar, a então Vila Nova da Constituição passou por um significativo ciclo de crescimento econômico. Já em 11 de agosto de 1822, foi realizada a primeira reunião da que viria a ser a futura Câmara de Vereadores da cidade.[9] Engenho Central de Piracicaba, fundado em 1881. Piracicaba desenvolveu-se rapidamente, tornado-se a principal cidade da região e polarizando outras vilas que dariam origem às cidades de São Pedro, Limeira, Capivari, Rio Claro e Santa Bárbara d'Oeste. A cidade permaneceu vinculada ao cultivo de cana-de-açúcar, ignorando a chegada do café no Oeste Paulista, cultivo que se tornaria o motor da economia paulista no final do século XIX. Devido ao cultivo da cana-de-açúcar, a região tornou-se um dos principais polos escravocratas no Oeste Paulista, com grande presença de escravos e libertos negros.[47] De acordo com levantamentos de 1817, período em que Piracicaba ainda era uma freguesia, as fazendas e engenhos-de-açúcar locais contavam com cerca de 890 negros escravizados.[48] Em 1887, às vésperas da Abolição, aproximadamente 5.663 africanos e afro-brasileiros trabalhavam em regime de escravidão em Piracicaba, fazendo do município a terceira cidade – à época com cerca de 22.000 habitantes livres – com mais escravos em São Paulo.[31][49] No entanto, em 1847, o Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro (conhecido como Senador Vergueiro), proprietário da Fazenda Ibicaba (na época pertencente ao território de Piracicaba), foi pioneiro em adotar a mão-de-obra imigrante assalariada em substituição aos escravos africanos, contratando famílias suíças e alemãs.[50] Em 1877, a cidade passou a ter ligação ferroviária da Companhia Ytuana de Estradas de Ferro com Itu e Jundiaí, via Capivari e Indaiatuba. No mesmo ano, por intermédio de seu então vereador e futuro presidente da República, Prudente de Morais, a cidade adotou o nome de "Piracicaba", abandonando a denominação portuguesa de Vila Nova da Constituição.[47] No ano de 1881, às margens do rio Piracicaba, foi fundado o Engenho Central de Piracicaba, que viria a se tornar um dos maiores engenhos de açúcar do Brasil nos anos seguintes
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