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Rua dos Ipês Amarelos, 10 - Jardins de PetrópolisViva com conforto, privacidade e contato permanente com a natureza em uma residência moderna, sofisticada e sustentável, localizada em um dos condomínios mais exclusivos de Nova Lima. O Condomínio Jardins de Petrópolis oferece segurança, tranquilidade e excelente localização, com fácil acesso à MG-030 e apenas 13 km do BH Shopping. Destaques do condomínio Portaria 24 horas em duas entradas; Monitoramento por motociclistas; Projeto de modernização das portarias com reconhecimento facial; Ampla área verde e natureza preservada. O imóvel Em um terreno de 5.800 m², esta residência possui aproximadamente 947,94 m² de área total, proporcionando conforto, integração com a natureza e uma vista privilegiada. Diferenciais Arquitetura moderna e aconchegante; Vista definitiva; Acabamento de alto padrão; Pisos em porcelanato e vinílico; Esquadrias em PVC branco importado da Bélgica (Shine Windows); Sistema de energia fotovoltaica (1.000 kWh); Aquecimento solar para banheiros, cozinha e piscina; Gás encanado; Poço artesiano compartilhado; Reservatório de água com capacidade para 10.000 litros; Pomar formado com jabuticaba, pitanga, graviola, limão, mexerica, pinha, uva, figo, laranja e mamão; Estacionamento coberto para 3 veículos e capacidade para aproximadamente 20 vagas descobertas. Primeiro pavimento Ampla sala com pé-direito duplo e lareira; Cozinha espaçosa com pé-direito duplo; Fogão a lenha; Churrasqueira; Armários planejados; 2 escritórios; Lavabo; Dependência completa de empregada (DCE); Lavanderia; Despensa; Varandão com linda vista; Sauna com ducha e banheiro; Piscina aquecida com raia de 12 metros e borda infinita. Segundo pavimento 4 quartos amplos; 1 suíte master com closet planejado; Armário planejado em um dos quartos; Banheiro social. Resumo Área do terreno: 5.800 m² Área construída: 947,94 m² 4 quartos 1 suíte master 4 banheiros 2 escritórios Piscina aquecida Sauna Churrasqueira Lareira Energia fotovoltaica Aquecimento solar Pomar 3 vagas cobertas + diversas vagas descobertas Condomínio com portaria e segurança 24 horas Uma residência única para quem busca qualidade de vida, exclusividade, segurança e integração com a natureza, sem abrir mão da proximidade com Belo Horizonte.
Condomínio Jardim Petropolis · Nova Lima, MGViva com conforto, privacidade e contato permanente com a natureza em uma residência moderna, sofisticada e sustentável, localizada em um dos condomínios mais exclusivos de Nova Lima. O Condomínio Jardins de Petrópolis oferece segurança, tranquilidade e excelente localização, com fácil acesso à MG-030 e apenas 13 km do BH Shopping. Destaques do condomínio Portaria 24 horas em duas entradas; Monitoramento por motociclistas; Projeto de modernização das portarias com reconhecimento facial; Ampla área verde e natureza preservada. O imóvel Em um terreno de 5.800 m², esta residência possui aproximadamente 947,94 m² de área total, proporcionando conforto, integração com a natureza e uma vista privilegiada. Diferenciais Arquitetura moderna e aconchegante; Vista definitiva; Acabamento de alto padrão; Pisos em porcelanato e vinílico; Esquadrias em PVC branco importado da Bélgica (Shine Windows); Sistema de energia fotovoltaica (1.000 kWh); Aquecimento solar para banheiros, cozinha e piscina; Gás encanado; Poço artesiano compartilhado; Reservatório de água com capacidade para 10.000 litros; Pomar formado com jabuticaba, pitanga, graviola, limão, mexerica, pinha, uva, figo, laranja e mamão; Estacionamento coberto para 3 veículos e capacidade para aproximadamente 20 vagas descobertas. Primeiro pavimento Ampla sala com pé-direito duplo e lareira; Cozinha espaçosa com pé-direito duplo; Fogão a lenha; Churrasqueira; Armários planejados; 2 escritórios; Lavabo; Dependência completa de empregada (DCE); Lavanderia; Despensa; Varandão com linda vista; Sauna com ducha e banheiro; Piscina aquecida com raia de 12 metros e borda infinita. Segundo pavimento 4 quartos amplos; 1 suíte master com closet planejado; Armário planejado em um dos quartos; Banheiro social. Resumo Área do terreno: 5.800 m² Área construída: 947,94 m² 4 quartos 1 suíte master 4 banheiros 2 escritórios Piscina aquecida Sauna Churrasqueira Lareira Energia fotovoltaica Aquecimento solar Pomar 3 vagas cobertas + diversas vagas descobertas Condomínio com portaria e segurança 24 horas Uma residência única para quem busca qualidade de vida, exclusividade, segurança e integração com a natureza, sem abrir mão da proximidade com Belo Horizonte.
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Rua Ludovíco Barbosa, 395 - Pau Pombo Casa de 3 quartos com suíte em condomínio de casas em Nova Lima/MG.Sala de estar e sala de jantar.Opções de casas com 3 quartos com suíte.Com lazer completo. Medição individualizada de água - Entregue com hidrômetro.Torneiras com sistema para controle do consumo de água.Instalações sanitárias com caixa acoplada e sistema dual flux nas casas.Portaria 24hrs.Excelente localização, perto de tudo que você precisa.
Condomínio Mirante Jambreiro · Nova Lima, MGCasa de 3 quartos com suíte em condomínio de casas em Nova Lima/MG.Sala de estar e sala de jantar.Opções de casas com 3 quartos com suíte.Com lazer completo. Medição individualizada de água - Entregue com hidrômetro.Torneiras com sistema para controle do consumo de água.Instalações sanitárias com caixa acoplada e sistema dual flux nas casas.Portaria 24hrs.Excelente localização, perto de tudo que você precisa.
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Condomínio Mirante Jambreiro · Nova Lima, MGCasa de 2 quartos com suíte em condomínio de casas em Nova Lima/MG.Sala de estar e sala de jantar.Opções de casas com 3 quartos com suíte.Com lazer completo. Medição individualizada de água - Entregue com hidrômetro.Torneiras com sistema para controle do consumo de água.Instalações sanitárias com caixa acoplada e sistema dual flux nas casas.Portaria 24hrs.Excelente localização, perto de tudo que você precisa.
Alameda Perimetral das Orquídeas, 154 - Bosque Residencial do Jambreiro**Excelente oportunidade no Condomínio Vale Dos Pinhais em Nova Lima/Minas Gerais**Venha visitar esta charmosa casa rústica localizada no Condomínio Vale Dos Pinhais em Nova Lima, com uma localização privilegiada e um excelente custo-benefício. Desfrute de uma vista deslumbrante para a serra e a presença de um riacho na divisa do terreno, proporcionando uma conexão única com a natureza em uma extensa área verde. **Comodidades do imóvel** Com uma espaçosa e confortável sala de 2 ambientes, dois quartos iluminados e arejados (sendo um deles com closet), cozinha com armários, varanda arejada e uma área de serviço ampla, esta casa oferece o conforto e a praticidade que você procura. **Infraestrutura completa e segurança** O Condomínio Vale Dos Pinhais conta com calçamento ecológico, iluminação pública nova e serviços de limpeza de ruas. Com portaria e vigias 24 horas, além de coleta de lixo e água inclusos no valor do condomínio, sua tranquilidade e segurança estão garantidas. **Aceita permuta por imóvel ou carro** Esta propriedade oferece a opção de permuta por imóvel ou carro, facilitando ainda mais a aquisição deste excelente imóvel. Está para locação também. Sendo que o valor do aluguel estão incluso os valores do condomínio e do IPTU. **Aproveite os melhores dias em Nova Lima** A cidade de Nova Lima, próxima a Belo Horizonte, oferece qualidade de vida e diversas opções de lazer. Reconhecida pela Prefeitura de Itabira como a primeira cidade de Minas em qualidade de vida, Nova Lima é um polo cervejeiro nacional com ótima infraestrutura. Sua proximidade com Belo Horizonte garante segurança e comodidade. **Não deixe passar esta oportunidade única em Nova Lima!** Agende uma visita para conhecer pessoalmente este incrível imóvel no Condomínio Vale Dos Pinhais.Entre em contato e garanta os melhores dias de sua vida em Nova Lima!
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Via Solaris, 0 - Quintas do SolCasa nova e impecável – Alto padrão em cada detalhe Recém-construída com projeto contemporâneo e acabamento superior, esta residência é a perfeita combinação entre elegância, conforto e funcionalidade. Destaques do pavimento térreo: Sala ampla com pé-direito duplo, integrada, arejada e com excelente iluminação natural. Suíte térrea, ideal para hóspedes ou como home office. Espaço gourmet coberto, perfeito para receber com estilo. Piscina com área externa generosa, criando um ambiente de lazer completo. Cozinha espaçosa, com despensa e dependência completa de empregada (DCE). No segundo pavimento: Três suítes confortáveis, todas com ótimo aproveitamento de espaço. Estar íntimo amplo, ideal para momentos de descanso em família. Suíte master com grande terraço privativo e escritório independente, perfeito para quem busca privacidade e produtividade no dia a dia. 🏡 Uma das construções mais impressionantes do condomínio, unindo qualidade, sofisticação e arquitetura diferenciada.
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Rua Antonino Ferreira Dias, 30 - Oswaldo Barbosa Pena IIVenha conhecer essas incríveis unidades à venda em Nova Lima, cidade dos novos ricos! Apartamentos de alto padrão, com acabamento impecável, localizados em um prédio pequeno e bem localizado. Os imóveis possuem 1 ou 2 quartos, sala, cozinha, suíte, banheiros, e lavanderia com acabamentos de primeira qualidade, como bancadas em granito e louças de sobre por. Além disso, todos os cômodos contam com rebaixamento em placas de gesso, soleiras de janelas em granito, e torneiras e sanitários de marcas renomadas. Os quartos possuem sancas com iluminação decorativa, estrutura elétrica de 220w para instalação de ar condicionado e chuveiros, e fiação para mais economia na fatura mensal de energia. A energia elétrica e a água são individuais. Barateando mais ainda o valor do condomínio. E você realmente paga o que usar. Os apartamentos contam ainda com piso em porcelanato e laminado, box de vidro nos banheiros, e vista maravilhosa e definitiva para a serra do elefante e da BR. O prédio é composto por 3 andares, com 2 apartamentos por andar, e oferece elevador de primeira qualidade para seis passageiros. A localização é privilegiada, próxima à sede do Ministério Público Estadual, OAB e Tribunal de Contas, além de diversos estabelecimentos comerciais, como supermercados, padarias, churrascarias, lojas e muito mais. Os valores das unidades disponíveis variam de R$ 500000,00, e a unidade da cobertura fica em R$580.000,00 (cobertura) , com possibilidade de aceitar carro no negócio e financiamento bancário. Não perca essa oportunidade! Entre em contato com um de nossos consultores e agende sua visita. Tem uma vista deslumbrante. E a cobertura tem 3 quartos, sala conjugada com a copa, vista para o morro do elefante e a BR, e 2 vagas de garagem. Fica o investimento de 580.000,00 . Com cerca de 180 m2 de área construída. Empreendimento entregue e tem poucas unidades a venda. Documentação totalmente regular e dá financiamento bancário. . Aproveite e venha morar em um local seguro, tranquilo e com muita qualidade de vida. Ligue agora!
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Rua Doze de Junho, 63 - São Sebastião das Águas Claras🌿 EXCLUSIVIDADE EM MACACOS: CASA DE ALTO PADRÃO A 20 MINUTOS DE BH Apresento a Casa Raul, um verdadeiro refúgio de luxo em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), onde sofisticação, natureza e qualidade de vida se encontram. Com aproximadamente 450 m² de área construída, distribuídos em 3 pavimentos, este imóvel foi pensado para quem valoriza espaço, privacidade e experiências únicas. 🏡 UM IMÓVEL QUE IMPRESSIONA EM CADA DETALHE 4 quartos amplos, sendo 2 suítes confortáveis Ambientes bem distribuídos, com excelente iluminação natural 2 salas independentes, ideais para recepção e home cinema Biblioteca privativa, perfeita para home office ou momentos de leitura Cozinha totalmente integrada à área de lazer — perfeita para receber 🔥 LAZER COMPLETO: SEU RESORT PARTICULAR Aqui, cada detalhe foi pensado para proporcionar momentos inesquecíveis: Espaço gourmet com churrasqueira Sauna e jacuzzi para relaxamento total 4 banheiros adicionais, trazendo praticidade para eventos e visitas 🚗 DIFERENCIAIS QUE VALORIZAM O IMÓVEL Vaga para até 6 veículos (raridade na região) Alto nível de privacidade Integração total com a natureza 📍 LOCALIZAÇÃO ESTRATÉGICA A apenas 20 minutos do BH Shopping, você vive o melhor dos dois mundos: 🌄 tranquilidade, ar puro e natureza 🏙️ acesso rápido à cidade 💰 Imóvel ideal para moradia, casa de fim de semana ou investimento em locação de alto padrão (Airbnb). ⚠️ Oportunidades assim em Macacos são raras e muito disputadas. 📲 Agende sua visita agora e conheça pessoalmente tudo que essa casa incrível pode oferecer.
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Alameda Flamboyant, 68 - Vale do SerenoApartamento com 4 quartos 577,98 m²Sala de estar que se integra à varanda. 04 suítes com closet e varanda 01 Suíte master com closet independentes para o casal, com varanda Varanda gourmet Jardineira para horta Banheiro com hidro. Prédio: Paisagismo de acordo com o ecossistema original do Vale do Sereno Grande espaçamento entre os edifícios Vista privilegiada Ferramentas de redução do consumo de energia Retenção e reutilização de águas pluviais e cinzas Depósito para coleta seletiva Aquecimento solar Iluminação e ventilação naturais Tomadas para abastecimento de carros elétricos na garagem 28 pavimentos, sendo 21 apartamentos no total. 7 vagas de garagem por apto, sendo 1 no andar do morador. Elevador de veículos. Fica no 16 andar. Fica próximo ao Hospital Biocor. Perto: 1 - Pousada Vilarejo. 2 - Mar Mineiro Restaurantes Macacos. 3 - Pousada Vilarejo Plus. 4 - Pousada Vale do Comandante, 1 Sobre o Vale do Sereno. O bairro Vale do Sereno fica localizado em Nova Lima próximo aos bairros Vila Castela, Vila da Serra e Belvedere. Nova Lima/MG. Século XVIII: origens Até o fim do século XVII a principal atividade econômica na colônia brasileira era a de cultivo e comércio da cana-de-açúcar. A partir do momento que o açúcar ficou mais barato na Europa, a Coroa Portuguesa incentivou a busca por ouro no interior do território brasileiro. Na segunda metade do século XVII os paulistas se dedicaram à atividade das bandeiras de mineração, sendo intitulados bandeirantes. Em 1690 os bandeirantes encontraram ouro na região que ficaria conhecida como Minas dos Matos Gerais, o atual estado de Minas Gerais.[16] A história de Nova Lima remonta ao mesmo período, quando o bandeirante paulista Domingos Rodrigues da Fonseca Leme chega em busca do ouro. Ele encontra o ouro nos riachos do Cardoso e dos Cristais. A ele, seguiram-se outros aventureiros, dando origem a um povoamento na região. Por volta de 1708, já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar — a padroeira da cidade —, e na década de 1720 surgiram engenhos e concessões para a exploração mineral.[17] A Igreja do Senhor do Bonfim, de 1720, atualmente tombada pelo Conselho Consultivo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Nova Lima,[18] também marca o início da ocupação da região.[19] Outros mineradores resolvem fixar-se na área, que, àquela época, já possuía um número considerável de habitantes. Já em 1725 a então Congonhas de Sabará começou a explorar ouro na Mina de Morro Velho, sendo a família Freitas a proprietária.[20] Durante todo o século XVIII a extração mineral no arraial foi de baixa produtividade, além de possuir menos habitantes em comparação com Raposos, de localização mais próxima de Sabará, que era o núcleo da região.[21] Século XIX: expansão Até a Independência do Brasil, a Coroa Portuguesa não permitia capitais estrangeiros nos investimentos não portugueses e na exploração mineral. A região de Congonhas de Sabará daquela época não possuía as condições para o florescimento das minas de ouro, como já era visto nas prósperas cidades de Ouro Preto e Mariana, pois a exploração era cara e difícil. Mas com a Independência, as conexões econômicas do Brasil com o mundo tomaram um novo rumo e possibilitaram a presença das atividades estrangeiras nas economias locais.[22] St John Del Rey Mining Co., 1868 Em 1830, depois de quase um século nas mãos da família Freitas, a Mina de Morro Velho foi vendida ao capitão George Francis Lyon, diretor da Mina de Congo Soco, em Caeté. Em 1834, a baixa produtividade na extração de ouro fez com que os Lyon vendessem a mina para a companhia inglesa Saint John del Rey Mining Company.A Saint John del Rey Mining Company era uma companhia de extração aurífera estabelecida na região de São João del-Rei e direção baseada em Londres, capital do Reino Unido. No entanto, a exploração de ouro na região de São João del-Rei não se tornou bem sucedida e a empresa transferiu-se totalmente para as Congonhas de Sabará, optando por manter o nome original da companhia. A partir de então, a exploração da mina passou a ser feita de forma mais organizada e com tecnologias até então pouco comuns no Brasil para a atividade. Com isso, a produtividade da mina aumentou vertiginosamente a sua produção, chegando a ser responsável, em 1879, por 83% do ouro exportado pela província de Minas Gerais.[23] A presença da cultura britânica na região é explicada pela vinda de imigrantes ingleses, funcionários da Saint John del Rey Mining Company, para o trabalho na mina. À explosão na produção aurífera, seguiu-se um desenvolvimento considerável nas pequenas manufaturas locais, que abasteciam a mina com os materiais necessários, e no setor de serviços, com o surgimento de vendas, hospitais, bibliotecas e demais serviços. Estes, por sua vez, também impulsionavam as manufaturas, e os três setores, juntos, foram responsáveis pelo aumento na população local.[23] Escravos e livres trabalhavam juntos em Morro Velho, 1888. Na Mina de Morro Velho havia trabalhadores livres e escravos. Apesar da Inglaterra ter sido o primeiro país do mundo a abolir a escravidão em 1833, a companhia inglesa continuou a se beneficiar da escravidão no Brasil. Para preservar a sua imagem na Inglaterra, a companhia tinha em prática uma política diferenciada no uso da mão de obra escrava, com punições mais brandas e premiações por concessões e benefícios.[24] Em 1850 foi aprovada Lei Eusébio de Queirós, legislação que proibia o tráfico negreiro no país, demandando da companhia novas formas de atrair funcionários para a extração de ouro nas suas dependências. As principais políticas foram a distribuição de cadernetas de crédito, habitações a baixo preço próximas a mina e até a circulação de uma moeda própria para o comércio entre os trabalhadores e o Armazém da Mina, atual Casa Aristides.[25] Nas décadas seguintes aconteceram alguns incidentes que abalaram as operações da mina. Em 1857, um desmoronamento de aproximadamente 170 toneladas de terra, soterrou todo o maquinário e as estruturas de acesso à mina. Em 1869, quando um incêndio que durou quatro dias se alastrou pelas lavras da mina, foram registradas a morte de 21 escravos e um minerador inglês. Ambos os ocorridos, apesar de prejudicarem a empresa, não paralisaram totalmente a extração mineral.[26] Desenho da visita da Família Imperial à Mina de Morro Velho. Angelo Agostini, 1881. Em 1881 o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina visitaram a cidade para conhecer a Mina de Morro Velho. A mina era mundialmente famosa pela sua operação em profundidade, chegando a ter sido a mais profunda do mundo no fim do século XIX. Algumas das minas que hoje estão desativadas alcançaram cerca de 2.500 metros de profundidade, chegando até a 2.700 metros.[23] O Casal Imperial foi recebido pelo diretor superintendente da Saint John del Rey Mining Company, Pearson Morrison e ficaram hospedados na Casa Grande, que é hoje o Centro de Memória da AngloGold Ashanti (até 2015 chamado de Centro de Memória Morro Velho). O Imperador foi guiado pela mina e desceu de elevador por 457 metros para visualizar as operações.[27] A visita foi registrada pelo desenhista e artista gráfico ítalo-brasileiro Angelo Agostini. Em 1886 ocorreu o maior acidente da história da Morro Velho: um grave deslizamento da abóbada da mina matou dezenas de escravos e funcionários ingleses e brasileiros.[28] O incidente paralisou suas operações e colocou a mineradora em processo de liquidação. Naquele momento os recentes feitos de George Chalmers, novo superintendente da mina há apenas dois anos no cargo e responsável por reestruturar a mineradora e revolucionar os processos industriais, pareciam terem sidos em vão.[28] Apesar do ocorrido, Chalmers solicitou a confiança dos administradores em Londres com planos ousados para a época e diversificação das atividades para outras galerias. Em 1889 ele consegue o apoio dos diretores e recebe maquinários para a perfuração de dois novos poços com cerca de 700 metros cada um.[29] Homenagem à George Chalmers, no Largo da Matriz, em 1912 Com a abolição da escravidão em 1888 e a Proclamação da República em 1889, a companhia se viu obrigada a entrar em um novo momento histórico que exigia a utilização de mão de obra assalariada. Desde 1850 o governo já estimulava a imigração no território brasileiro e nas últimas décadas do século XIX chegaram à cidade grupos de imigrantes italianos e espanhóis.[26] A partir daí os trabalhos na mina progrediram e as extrações de ouro confirmaram as expectativas de Chalmers de fazer da Morro Velho um dos maiores empreendimentos minerais do mundo.[30] Chalmers dirigiu a Morro Velho por 40 anos, até 1924, e se tornou um respeitado símbolo de prosperidade para a cidade. Século XX: estabelecimento "English Quarter", hoje Quintas, em 1903. Entre 1904 e 1933 foram construídas seis usinas hidrelétricas que compuseram o Grupo Hidrelétrico de Rio de Peixe. Por intermédio de George Chalmers, a St. John adquiriu áreas mais ao sul do território onde o potencial hídrico para produção de energia elétrica era grande. Foram aproveitadas as águas do Rio de Peixe e de represas superiores à região, como a do Miguelão, das Codornas e da Lagoa Grande, que seria renomeada de Lagoa dos Ingleses.[31] A inauguração da nova capital mineira em Belo Horizonte, a 22 km de distância do município foi um dos fatores a propiciar a continuidade do crescimento da região. A proximidade com a nova capital proporcionou à St. John a participação do poder estadual. Nos primeiros anos de Belo Horizonte, a energia elétrica da cidade era fornecida diretamente do Grupo Hidrelétrico de Rio de Peixe.[32] Hoje o Complexo Rio de Peixe conta com sete usinas hidrelétricas que ainda estão em atividade.[33] Alberto I, Rei da Bélgica, em Nova Lima, 1920. Ainda em 1904, o então presidente da república, Rodrigues Alves, visitou a Villa Nova de Lima para conhecer a mina mais profunda do mundo.[32] Já em 1920 a Mina de Morro Velho receberia sua segunda visita real. Depois da visita do Imperador do Brasil em 1881, foi a vez do Rei Alberto I da Bélgica visitar as dependências da Saint John del Rey Mining Company.[34] No Brasil desde o dia 29 de setembro, a visita do Rei causou constante preparação das autoridades brasileiras por ter sido o primeiro chefe de estado a visitar o país. Junto à comitiva real estavam o presidente da república Epitácio Pessoa, o então presidente de Minas Gerais e futuro presidente da república Artur Bernardes e outras celebridades públicas. Foram recepcionados por George Chalmers que lhes apresentou as instalações da mina e preparou um café da manhã e um almoço para a comitiva.[35] Segundo relato de O Paiz, o Rei Alberto desceu 1.950 metros na mina e o presidente Epitácio Pessoa desceu apenas 750 metros.[36] Onze anos depois, em 1931, novamente a Mina de Morro Velho receberia visitantes da realeza. Dessa vez o Príncipe de Gales à época, Eduardo, junto ao seu irmão, o Príncipe Jorge, estiveram na mina para um rápida excursão. A visita dos integrantes da família real britânica foi memorável para os imigrantes ingleses na região.[37] Poucos anos mais tarde, ambos os príncipes se tornariam reis do Reino Unido. Príncipe Eduardo e Príncipe Jorge, na Mina de Morro Velho, em 1931. Acompanhando movimentos operários mundo a fora na segunda década do século XX, operários da cidade criaram um sindicato da classe para representar os seus interesses, o que fez a Saint John se opor. No entanto, devido às novas políticas implementadas pelo governo de Getúlio Vargas, o sindicato se tornou uma voz ativa na cidade.[38] Na metade do século XX os operários começaram a denunciar as condições insalubres no interior da mina ocasionando silicose em vários operários. A doença acabaria por diminuir a vida de muitos trabalhadores. Hoje em dia muitos moradores podem atestar mortes em decorrência da doença em membros antigos de suas famílias.[39] Em 1958 a Mina de Morro Velho foi vendida para a Hanna Corporation e pouco tempo depois foi transferida novamente para acionistas brasileiros que formaram a Mineração Morro Velho. O controle acionário até a década de 90 foi passado para empresas como a Unibanco, o Banco Bozano, Simonsen e a Anglo American.[23] Com o passar das décadas a mineração do ouro foi perdendo o valor pela maior produção mundial (principalmente da África do Sul, onde outras empresas britânicas também estavam instaladas), fazendo com que a empresa sul-africana AngloGold Ashanti adquirisse todos os bens territoriais da antiga Morro Velho e de outros territórios com potenciais de extração aurífera.[40] Também em 1958 se inicia a extração de minério de ferro no município pela Hanna Corporation. Após a Hanna, a extração de minério de ferro foi comandada pela Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), fundada em 1964. Em 2006 a Vale S.A. adquire 100% das ações da MBR. Hoje a extração de minério de ferro no município já supera a extração de ouro em valores de exportação.[41] Até a década de 60 havia linhas de bondinho entre a cidade de Nova Lima e a recém emancipada Raposos. A Estrada de Ferro da Morro Velho foi criada em 1913 e o itinerário ligava a Praça do Mineiro, no centro de Nova Lima à Estação Central de Raposos. A ferrovia foi a segunda no brasil a utilizar tração elétrica no país, sendo precedida apenas pela Estrada de Ferro do Corcovado. Também foi inovadora por iniciar suas operações totalmente pela energia elétrica. Devido ao avanço das estradas de rodagem, que diminuiu bastante o tempo da viagem e o custo da movimentação, em 1964 a Mineração Morro Velho decidiu encerrar as atividades na linha.[42] Presidente Médici inaugurando a ETA - Bela Fama, em 1973. Nova Lima teve um dos primeiros políticos cassados pelo governo, durante a ditadura militar. José Gomes Pimenta (popularmente conhecido como Dazinho Pimenta), ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Exploração de Ouro e Metais Preciosos de Nova Lima, foi eleito deputado estadual em 1963, pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Sua conexão com as atividades sindicais foi o principal motivo para que ele e outros dois deputados fossem cassados em abril de 1964.[43] No meio do século XX, Belo Horizonte e Região Metropolitana se encontravam em um momento crítico no abastecimento da sua população. A solução do governo federal foi a captação das águas da bacia do Rio das Velhas para suprir parcialmente a necessidade da região. Entre 1958 e 1973 o Departamento Nacional de Obras e Saneamento, com a participação do Banco Nacional de Habitação e da Prefeitura de Belo Horizonte, construiu a Estação de Tratamento de Água de Bela Fama, que viria a se tornar o Sistema Produtor Rio das Velhas (SRV), hoje abastecendo cerca de 47% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na finalização da primeira etapa do projeto, em 1973, o presidente Médici visitou a cidade para inaugurar a estação de captação. A segunda parte do projeto foi finalizada em 1978, quando foi alcançada a capacidade para fornecer uma média de 5200 l/s de água.[44] Vista panorâmica dos bairros Vale do Sereno e Vila da Serra Geografia Relevo Cava da Mina das Águas Claras, aos pés da Serra do Curral Relevo da região de Rio de Peixe O relevo de Nova Lima é majoritariamente formado por terrenos acidentados, tanto na área central da cidade, quanto no restante do território. Segundo a classificação do prof. Jurandyr Ross, o município integra a região denominada "Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste", composto principalmente por rochas metamórficas. Nova Lima é delimitada no limite de suas divisas, do norte ao sudoeste, por cadeias de serras que integram o maciço da Serra do Espinhaço, dentre elas a Serra do Curral, a Serra do Cachimbo, a Serra do Rola Moça, a Serra da Calçada e a Serra da Moeda. É muito comum observar atividades físicas e de turismo ecológico nestas áreas como: ciclismo de montanha, motocross, trilha ecológica e escalada.[45] Em áreas internas do município também há serras de grandes elevações, como o Morro do Chapéu, o Morro do Elefante e o Morro do Campo do Pires. O ponto mais elevado da cidade se localiza na Serra do Cachimbo, com 1.583 m de altitude. Já a altitude mínima se encontra às margens do Rio das Velhas, com altitude de 722 m.[46] A sede do município conta com uma altitude de 750 m (na Igreja Matriz). Mesmo dentro do perímetro central da cidade há uma considerável diferença de altitude, variando de 735 m a 800 m.[47] O município está dentro do Quadrilátero Ferrífero, região mineira que concentra o maior percentual de produção nacional de minério de ferro, e possui uma reserva mineral rica e abrangente.[48] As principais reservas minerais de Nova Lima são o ouro, o minério de ferro e o manganês.[49] Hoje em dia, a concentração de extração mineral está localizada em minas da região central do território nova-limense e do sul, próximo aos municípios de Rio Acima e Itabirito. Algumas cavas de mineração abandonadas na cidade estão submersas por milhares de metros cúbicos de água. Uma delas é a Cava da Mina das Águas Claras, localizada aos pés da Serra do Curral.[50] A Serra da Calçada, que emoldura o município, considerada "um dos mais bonitos cartões-postais da Região Metropolitana de BH", está ameaçada pela expansão imobiliária e ação de mineradoras.[51] A Serra do Curral também tem se tornado um ponto de debate entre setores ambientais e empreendedores da construção civil. Um conjunto de prédios, próximo à Serra do Curral, foi embargado por 10 anos por se considerar que a altura dos empreendimentos impediria que os moradores da região visualizassem o topo da Serra. Decidiu-se que os prédios terão número de andares menor que o projeto aprovado, a fim de solucionar o impasse.[12] Ecossistema Mata do Jambreiro, vista pela área da Vale A vegetação de Nova Lima é diversificada e cerca de 60% do território nova-limense é preservado.[52] Nas serras, a vegetação predominante é a vegetação de altitude, mais especificadamente chamada de campos de altitude. Nos vales há uma série de vegetações, desde áreas remanescentes da Mata Atlântica até transições para o Cerrado. Outra vegetação que também tem uma grande representatividade no território da cidade é a Capoeira. Um estudo realizado em 2010 analisou uma mata no Vale dos Cristais. Neste estudo foram encontradas 205 espécies de plantas, sendo que 16% delas eram de domínio restrito à Mata Atlântica e apenas 1% de domínio restrito ao Cerrado, 35% das espécies se apresentavam nos dois biomas, já 31% eram de ampla distribuição no território brasileiro. Os outros 17% das espécies são encontradas na Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e/ou Cerrado. O estudo concluiu que a mata analisada pode ser classificada como Mata Atlântica latu sensu.[53] Nas últimas décadas, as instituições públicas municipais vêm tentando amenizar o impacto da degradação ao meio ambiente através de criação de parques ecológicos, como o Parque Ecológico Rego dos Carrapatos e centros ambientais em parceria com mineradoras da cidade.[54] A Mata do Jambreiro, uma área de vegetação remanescente da Mata Atlântica, é hoje um dos pontos mais importantes e preservados da cidade. Dentro da mata existe o Centro de Proteção e Educação Ambiental da Mata do Jambreiro, uma reserva particular mantida pela Vale em compensação às suas atividades de extração mineral na cidade. Existe um programa municipal em parceria com a empresa de educação ambiental junto à crianças do ensino fundamental de toda a cidade, envolvendo excursões escolares e outras atividades extracurriculares.[55] Outra reserva natural de mesma estirpe foi inaugurada em 2014, a Reserva do Vale dos Cristais.[56] Antes das suas criações, essas áreas ambientais estavam em risco devido ao crescimento imobiliário na região.[57] A Mata Samuel de Paula abriga o Centro de Educação Ambiental da AngloGold Ashanti, criado em 2000. Entre 2004 e 2007 o Centro de Educação Ambiental fez um levantamento para identificar a fauna da região. O levantamento apresentou 159 espécies de animais, 14 de anfíbios, 5 de répteis e 13 de mamíferos.[58] Alguns dos mamíferos silvestres encontrados em Nova Lima são tamanduás-bandeira, lobos-guará, onças pardas e onças pintadas.[59][60][61] Em épocas de seca, a cidade constantemente sofre com incêndios naturais e acidentais em pastos e em suas reservas naturais.[62] Hidrografia Um poço, no bairro de Honório Bicalho Nova Lima é parcialmente cortada pelo Rio das Velhas, que é o maior afluente em extensão do Rio São Francisco. O Rio das Velhas corta o município nos bairros de Santa Rita, Honório Bicalho e Nova Suíça. Existe um total de sete subdivisões de bacias e duas áreas de drenagem inscritas pela Secretaria de Meio Ambiente do município, sendo elas: Córrego do Cubango, Ribeirão Água Suja/Cardoso/Cristais (subdivisão que compreende a maior parte da população da cidade), Córrego Queiroz, Córrego Cambimbe, Ribeirão dos Macacos, Córrego do Catumbi e Rio do Peixe (sendo esta a maior delas, representando 34,97% do território nova-limense), além das duas áreas de drenagem: de Bela Fama e de Honório Bicalho.[63] Ribeirão dos Cristais foi canalizado no trecho que corta o centro da cidade em 1992 e sua área foi destinada a criação da Avenida José Bernardo de Barros. Devido a essa canalização, há ocorrências de inundações na via de tempos em tempos. Outras áreas que sofrem com inundações são os bairros de Santa Rita e Honório Bicalho, devido à proximidade das casas em relação ao leito do Rio das Velhas.[63] O município conta com uma série de rios, riachos e córregos nos vales, entre as serras da cidade. De acordo com mapeamento elaborado pela Prefeitura Municipal de Nova Lima, a cidade possui mais de 800 nascentes espalhadas pelo seu território.[64] A subdivisão de bacia de Rio do Peixe possui três grandes reservatórios que servem para aproveitamento hidrelétrico a jusante: a Lagoa dos Ingleses, a Lagoa das Codornas e a Lagoa do Miguelão. Além disso a reserva hídrica da cidade é responsável por 51% do abastecimento de água de Belo Horizonte e de outras cidades da Região Metropolitana, fornecendo água a mais de 2 milhões de pessoas. [65] Clima Tempestade se aproximando do Vale do Sereno O município possui o clima tropical com inverno seco (Aw de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger).[66] A temperatura da cidade varia de 13 °C a 29 °C ao longo do ano. Durante o inverno, algumas poucas vezes a cidade possui temperaturas abaixo dos 10 °C (junho e julho). De mesmo modo, no verão, em raras vezes a temperatura ultrapassa os 32 °C (janeiro e fevereiro).[67] Entre os moradores da Região Metropolitana, Nova Lima é conhecida por ser uma cidade com baixas temperaturas em comparação com os outros municípios da região. Fatores que explicam essa diferença em relação aos outros municípios são a topografia, a densa vegetação e a altitude de alguns bairros da cidade. Grande parte dos moradores do município trabalham em Belo Horizonte e ocasionalmente sentem uma diferença de até 6 °C no trajeto de aproximadamente 30 a 40 minutos entre as suas casas e a capital.[68] O tempo seco dura quase 7 meses, desde o fim de março ao início de outubro, incluindo todo o inverno. Após outubro, frequentemente são observadas chuvas rápidas no mês de outubro e então no mês de novembro se estabelece a estação de maior precipitação, até o mês de fevereiro. O índice pluviométrico anual médio de Nova Lima é 1390 mm.[69] A porcentagem de céu encoberto também acompanha as estações de seca e precipitação.[67] Durante o inverno é muito comum acompanhar neblinas entre as serras da cidade, ocasionando baixa visibilidade nas estradas e baixa nas temperaturas. Ao contrário de Belo Horizonte, que é protegida pela Serra do Curral contra ventos mais fortes,[70] Nova Lima possui variações sazonais de pequeno porte, com ventos constantes ao fim do dia de média anual de 15 km/h. Em cerca de 50% do tempo, a direção média horária dos ventos na cidade é do Leste.[67]
Nova Lima, MGApartamento com 4 quartos 577,98 m²Sala de estar que se integra à varanda. 04 suítes com closet e varanda 01 Suíte master com closet independentes para o casal, com varanda Varanda gourmet Jardineira para horta Banheiro com hidro. Prédio: Paisagismo de acordo com o ecossistema original do Vale do Sereno Grande espaçamento entre os edifícios Vista privilegiada Ferramentas de redução do consumo de energia Retenção e reutilização de águas pluviais e cinzas Depósito para coleta seletiva Aquecimento solar Iluminação e ventilação naturais Tomadas para abastecimento de carros elétricos na garagem 28 pavimentos, sendo 21 apartamentos no total. 7 vagas de garagem por apto, sendo 1 no andar do morador. Elevador de veículos. Fica no 16 andar. Fica próximo ao Hospital Biocor. Perto: 1 - Pousada Vilarejo. 2 - Mar Mineiro Restaurantes Macacos. 3 - Pousada Vilarejo Plus. 4 - Pousada Vale do Comandante, 1 Sobre o Vale do Sereno. O bairro Vale do Sereno fica localizado em Nova Lima próximo aos bairros Vila Castela, Vila da Serra e Belvedere. Nova Lima/MG. Século XVIII: origens Até o fim do século XVII a principal atividade econômica na colônia brasileira era a de cultivo e comércio da cana-de-açúcar. A partir do momento que o açúcar ficou mais barato na Europa, a Coroa Portuguesa incentivou a busca por ouro no interior do território brasileiro. Na segunda metade do século XVII os paulistas se dedicaram à atividade das bandeiras de mineração, sendo intitulados bandeirantes. Em 1690 os bandeirantes encontraram ouro na região que ficaria conhecida como Minas dos Matos Gerais, o atual estado de Minas Gerais.[16] A história de Nova Lima remonta ao mesmo período, quando o bandeirante paulista Domingos Rodrigues da Fonseca Leme chega em busca do ouro. Ele encontra o ouro nos riachos do Cardoso e dos Cristais. A ele, seguiram-se outros aventureiros, dando origem a um povoamento na região. Por volta de 1708, já havia uma capela dedicada a Nossa Senhora do Pilar — a padroeira da cidade —, e na década de 1720 surgiram engenhos e concessões para a exploração mineral.[17] A Igreja do Senhor do Bonfim, de 1720, atualmente tombada pelo Conselho Consultivo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Nova Lima,[18] também marca o início da ocupação da região.[19] Outros mineradores resolvem fixar-se na área, que, àquela época, já possuía um número considerável de habitantes. Já em 1725 a então Congonhas de Sabará começou a explorar ouro na Mina de Morro Velho, sendo a família Freitas a proprietária.[20] Durante todo o século XVIII a extração mineral no arraial foi de baixa produtividade, além de possuir menos habitantes em comparação com Raposos, de localização mais próxima de Sabará, que era o núcleo da região.[21] Século XIX: expansão Até a Independência do Brasil, a Coroa Portuguesa não permitia capitais estrangeiros nos investimentos não portugueses e na exploração mineral. A região de Congonhas de Sabará daquela época não possuía as condições para o florescimento das minas de ouro, como já era visto nas prósperas cidades de Ouro Preto e Mariana, pois a exploração era cara e difícil. Mas com a Independência, as conexões econômicas do Brasil com o mundo tomaram um novo rumo e possibilitaram a presença das atividades estrangeiras nas economias locais.[22] St John Del Rey Mining Co., 1868 Em 1830, depois de quase um século nas mãos da família Freitas, a Mina de Morro Velho foi vendida ao capitão George Francis Lyon, diretor da Mina de Congo Soco, em Caeté. Em 1834, a baixa produtividade na extração de ouro fez com que os Lyon vendessem a mina para a companhia inglesa Saint John del Rey Mining Company.A Saint John del Rey Mining Company era uma companhia de extração aurífera estabelecida na região de São João del-Rei e direção baseada em Londres, capital do Reino Unido. No entanto, a exploração de ouro na região de São João del-Rei não se tornou bem sucedida e a empresa transferiu-se totalmente para as Congonhas de Sabará, optando por manter o nome original da companhia. A partir de então, a exploração da mina passou a ser feita de forma mais organizada e com tecnologias até então pouco comuns no Brasil para a atividade. Com isso, a produtividade da mina aumentou vertiginosamente a sua produção, chegando a ser responsável, em 1879, por 83% do ouro exportado pela província de Minas Gerais.[23] A presença da cultura britânica na região é explicada pela vinda de imigrantes ingleses, funcionários da Saint John del Rey Mining Company, para o trabalho na mina. À explosão na produção aurífera, seguiu-se um desenvolvimento considerável nas pequenas manufaturas locais, que abasteciam a mina com os materiais necessários, e no setor de serviços, com o surgimento de vendas, hospitais, bibliotecas e demais serviços. Estes, por sua vez, também impulsionavam as manufaturas, e os três setores, juntos, foram responsáveis pelo aumento na população local.[23] Escravos e livres trabalhavam juntos em Morro Velho, 1888. Na Mina de Morro Velho havia trabalhadores livres e escravos. Apesar da Inglaterra ter sido o primeiro país do mundo a abolir a escravidão em 1833, a companhia inglesa continuou a se beneficiar da escravidão no Brasil. Para preservar a sua imagem na Inglaterra, a companhia tinha em prática uma política diferenciada no uso da mão de obra escrava, com punições mais brandas e premiações por concessões e benefícios.[24] Em 1850 foi aprovada Lei Eusébio de Queirós, legislação que proibia o tráfico negreiro no país, demandando da companhia novas formas de atrair funcionários para a extração de ouro nas suas dependências. As principais políticas foram a distribuição de cadernetas de crédito, habitações a baixo preço próximas a mina e até a circulação de uma moeda própria para o comércio entre os trabalhadores e o Armazém da Mina, atual Casa Aristides.[25] Nas décadas seguintes aconteceram alguns incidentes que abalaram as operações da mina. Em 1857, um desmoronamento de aproximadamente 170 toneladas de terra, soterrou todo o maquinário e as estruturas de acesso à mina. Em 1869, quando um incêndio que durou quatro dias se alastrou pelas lavras da mina, foram registradas a morte de 21 escravos e um minerador inglês. Ambos os ocorridos, apesar de prejudicarem a empresa, não paralisaram totalmente a extração mineral.[26] Desenho da visita da Família Imperial à Mina de Morro Velho. Angelo Agostini, 1881. Em 1881 o Imperador Dom Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina visitaram a cidade para conhecer a Mina de Morro Velho. A mina era mundialmente famosa pela sua operação em profundidade, chegando a ter sido a mais profunda do mundo no fim do século XIX. Algumas das minas que hoje estão desativadas alcançaram cerca de 2.500 metros de profundidade, chegando até a 2.700 metros.[23] O Casal Imperial foi recebido pelo diretor superintendente da Saint John del Rey Mining Company, Pearson Morrison e ficaram hospedados na Casa Grande, que é hoje o Centro de Memória da AngloGold Ashanti (até 2015 chamado de Centro de Memória Morro Velho). O Imperador foi guiado pela mina e desceu de elevador por 457 metros para visualizar as operações.[27] A visita foi registrada pelo desenhista e artista gráfico ítalo-brasileiro Angelo Agostini. Em 1886 ocorreu o maior acidente da história da Morro Velho: um grave deslizamento da abóbada da mina matou dezenas de escravos e funcionários ingleses e brasileiros.[28] O incidente paralisou suas operações e colocou a mineradora em processo de liquidação. Naquele momento os recentes feitos de George Chalmers, novo superintendente da mina há apenas dois anos no cargo e responsável por reestruturar a mineradora e revolucionar os processos industriais, pareciam terem sidos em vão.[28] Apesar do ocorrido, Chalmers solicitou a confiança dos administradores em Londres com planos ousados para a época e diversificação das atividades para outras galerias. Em 1889 ele consegue o apoio dos diretores e recebe maquinários para a perfuração de dois novos poços com cerca de 700 metros cada um.[29] Homenagem à George Chalmers, no Largo da Matriz, em 1912 Com a abolição da escravidão em 1888 e a Proclamação da República em 1889, a companhia se viu obrigada a entrar em um novo momento histórico que exigia a utilização de mão de obra assalariada. Desde 1850 o governo já estimulava a imigração no território brasileiro e nas últimas décadas do século XIX chegaram à cidade grupos de imigrantes italianos e espanhóis.[26] A partir daí os trabalhos na mina progrediram e as extrações de ouro confirmaram as expectativas de Chalmers de fazer da Morro Velho um dos maiores empreendimentos minerais do mundo.[30] Chalmers dirigiu a Morro Velho por 40 anos, até 1924, e se tornou um respeitado símbolo de prosperidade para a cidade. Século XX: estabelecimento "English Quarter", hoje Quintas, em 1903. Entre 1904 e 1933 foram construídas seis usinas hidrelétricas que compuseram o Grupo Hidrelétrico de Rio de Peixe. Por intermédio de George Chalmers, a St. John adquiriu áreas mais ao sul do território onde o potencial hídrico para produção de energia elétrica era grande. Foram aproveitadas as águas do Rio de Peixe e de represas superiores à região, como a do Miguelão, das Codornas e da Lagoa Grande, que seria renomeada de Lagoa dos Ingleses.[31] A inauguração da nova capital mineira em Belo Horizonte, a 22 km de distância do município foi um dos fatores a propiciar a continuidade do crescimento da região. A proximidade com a nova capital proporcionou à St. John a participação do poder estadual. Nos primeiros anos de Belo Horizonte, a energia elétrica da cidade era fornecida diretamente do Grupo Hidrelétrico de Rio de Peixe.[32] Hoje o Complexo Rio de Peixe conta com sete usinas hidrelétricas que ainda estão em atividade.[33] Alberto I, Rei da Bélgica, em Nova Lima, 1920. Ainda em 1904, o então presidente da república, Rodrigues Alves, visitou a Villa Nova de Lima para conhecer a mina mais profunda do mundo.[32] Já em 1920 a Mina de Morro Velho receberia sua segunda visita real. Depois da visita do Imperador do Brasil em 1881, foi a vez do Rei Alberto I da Bélgica visitar as dependências da Saint John del Rey Mining Company.[34] No Brasil desde o dia 29 de setembro, a visita do Rei causou constante preparação das autoridades brasileiras por ter sido o primeiro chefe de estado a visitar o país. Junto à comitiva real estavam o presidente da república Epitácio Pessoa, o então presidente de Minas Gerais e futuro presidente da república Artur Bernardes e outras celebridades públicas. Foram recepcionados por George Chalmers que lhes apresentou as instalações da mina e preparou um café da manhã e um almoço para a comitiva.[35] Segundo relato de O Paiz, o Rei Alberto desceu 1.950 metros na mina e o presidente Epitácio Pessoa desceu apenas 750 metros.[36] Onze anos depois, em 1931, novamente a Mina de Morro Velho receberia visitantes da realeza. Dessa vez o Príncipe de Gales à época, Eduardo, junto ao seu irmão, o Príncipe Jorge, estiveram na mina para um rápida excursão. A visita dos integrantes da família real britânica foi memorável para os imigrantes ingleses na região.[37] Poucos anos mais tarde, ambos os príncipes se tornariam reis do Reino Unido. Príncipe Eduardo e Príncipe Jorge, na Mina de Morro Velho, em 1931. Acompanhando movimentos operários mundo a fora na segunda década do século XX, operários da cidade criaram um sindicato da classe para representar os seus interesses, o que fez a Saint John se opor. No entanto, devido às novas políticas implementadas pelo governo de Getúlio Vargas, o sindicato se tornou uma voz ativa na cidade.[38] Na metade do século XX os operários começaram a denunciar as condições insalubres no interior da mina ocasionando silicose em vários operários. A doença acabaria por diminuir a vida de muitos trabalhadores. Hoje em dia muitos moradores podem atestar mortes em decorrência da doença em membros antigos de suas famílias.[39] Em 1958 a Mina de Morro Velho foi vendida para a Hanna Corporation e pouco tempo depois foi transferida novamente para acionistas brasileiros que formaram a Mineração Morro Velho. O controle acionário até a década de 90 foi passado para empresas como a Unibanco, o Banco Bozano, Simonsen e a Anglo American.[23] Com o passar das décadas a mineração do ouro foi perdendo o valor pela maior produção mundial (principalmente da África do Sul, onde outras empresas britânicas também estavam instaladas), fazendo com que a empresa sul-africana AngloGold Ashanti adquirisse todos os bens territoriais da antiga Morro Velho e de outros territórios com potenciais de extração aurífera.[40] Também em 1958 se inicia a extração de minério de ferro no município pela Hanna Corporation. Após a Hanna, a extração de minério de ferro foi comandada pela Minerações Brasileiras Reunidas (MBR), fundada em 1964. Em 2006 a Vale S.A. adquire 100% das ações da MBR. Hoje a extração de minério de ferro no município já supera a extração de ouro em valores de exportação.[41] Até a década de 60 havia linhas de bondinho entre a cidade de Nova Lima e a recém emancipada Raposos. A Estrada de Ferro da Morro Velho foi criada em 1913 e o itinerário ligava a Praça do Mineiro, no centro de Nova Lima à Estação Central de Raposos. A ferrovia foi a segunda no brasil a utilizar tração elétrica no país, sendo precedida apenas pela Estrada de Ferro do Corcovado. Também foi inovadora por iniciar suas operações totalmente pela energia elétrica. Devido ao avanço das estradas de rodagem, que diminuiu bastante o tempo da viagem e o custo da movimentação, em 1964 a Mineração Morro Velho decidiu encerrar as atividades na linha.[42] Presidente Médici inaugurando a ETA - Bela Fama, em 1973. Nova Lima teve um dos primeiros políticos cassados pelo governo, durante a ditadura militar. José Gomes Pimenta (popularmente conhecido como Dazinho Pimenta), ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Exploração de Ouro e Metais Preciosos de Nova Lima, foi eleito deputado estadual em 1963, pelo Partido Democrata Cristão (PDC). Sua conexão com as atividades sindicais foi o principal motivo para que ele e outros dois deputados fossem cassados em abril de 1964.[43] No meio do século XX, Belo Horizonte e Região Metropolitana se encontravam em um momento crítico no abastecimento da sua população. A solução do governo federal foi a captação das águas da bacia do Rio das Velhas para suprir parcialmente a necessidade da região. Entre 1958 e 1973 o Departamento Nacional de Obras e Saneamento, com a participação do Banco Nacional de Habitação e da Prefeitura de Belo Horizonte, construiu a Estação de Tratamento de Água de Bela Fama, que viria a se tornar o Sistema Produtor Rio das Velhas (SRV), hoje abastecendo cerca de 47% da população da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na finalização da primeira etapa do projeto, em 1973, o presidente Médici visitou a cidade para inaugurar a estação de captação. A segunda parte do projeto foi finalizada em 1978, quando foi alcançada a capacidade para fornecer uma média de 5200 l/s de água.[44] Vista panorâmica dos bairros Vale do Sereno e Vila da Serra Geografia Relevo Cava da Mina das Águas Claras, aos pés da Serra do Curral Relevo da região de Rio de Peixe O relevo de Nova Lima é majoritariamente formado por terrenos acidentados, tanto na área central da cidade, quanto no restante do território. Segundo a classificação do prof. Jurandyr Ross, o município integra a região denominada "Planaltos e Serras do Atlântico Leste-Sudeste", composto principalmente por rochas metamórficas. Nova Lima é delimitada no limite de suas divisas, do norte ao sudoeste, por cadeias de serras que integram o maciço da Serra do Espinhaço, dentre elas a Serra do Curral, a Serra do Cachimbo, a Serra do Rola Moça, a Serra da Calçada e a Serra da Moeda. É muito comum observar atividades físicas e de turismo ecológico nestas áreas como: ciclismo de montanha, motocross, trilha ecológica e escalada.[45] Em áreas internas do município também há serras de grandes elevações, como o Morro do Chapéu, o Morro do Elefante e o Morro do Campo do Pires. O ponto mais elevado da cidade se localiza na Serra do Cachimbo, com 1.583 m de altitude. Já a altitude mínima se encontra às margens do Rio das Velhas, com altitude de 722 m.[46] A sede do município conta com uma altitude de 750 m (na Igreja Matriz). Mesmo dentro do perímetro central da cidade há uma considerável diferença de altitude, variando de 735 m a 800 m.[47] O município está dentro do Quadrilátero Ferrífero, região mineira que concentra o maior percentual de produção nacional de minério de ferro, e possui uma reserva mineral rica e abrangente.[48] As principais reservas minerais de Nova Lima são o ouro, o minério de ferro e o manganês.[49] Hoje em dia, a concentração de extração mineral está localizada em minas da região central do território nova-limense e do sul, próximo aos municípios de Rio Acima e Itabirito. Algumas cavas de mineração abandonadas na cidade estão submersas por milhares de metros cúbicos de água. Uma delas é a Cava da Mina das Águas Claras, localizada aos pés da Serra do Curral.[50] A Serra da Calçada, que emoldura o município, considerada "um dos mais bonitos cartões-postais da Região Metropolitana de BH", está ameaçada pela expansão imobiliária e ação de mineradoras.[51] A Serra do Curral também tem se tornado um ponto de debate entre setores ambientais e empreendedores da construção civil. Um conjunto de prédios, próximo à Serra do Curral, foi embargado por 10 anos por se considerar que a altura dos empreendimentos impediria que os moradores da região visualizassem o topo da Serra. Decidiu-se que os prédios terão número de andares menor que o projeto aprovado, a fim de solucionar o impasse.[12] Ecossistema Mata do Jambreiro, vista pela área da Vale A vegetação de Nova Lima é diversificada e cerca de 60% do território nova-limense é preservado.[52] Nas serras, a vegetação predominante é a vegetação de altitude, mais especificadamente chamada de campos de altitude. Nos vales há uma série de vegetações, desde áreas remanescentes da Mata Atlântica até transições para o Cerrado. Outra vegetação que também tem uma grande representatividade no território da cidade é a Capoeira. Um estudo realizado em 2010 analisou uma mata no Vale dos Cristais. Neste estudo foram encontradas 205 espécies de plantas, sendo que 16% delas eram de domínio restrito à Mata Atlântica e apenas 1% de domínio restrito ao Cerrado, 35% das espécies se apresentavam nos dois biomas, já 31% eram de ampla distribuição no território brasileiro. Os outros 17% das espécies são encontradas na Mata Atlântica, Amazônia, Caatinga e/ou Cerrado. O estudo concluiu que a mata analisada pode ser classificada como Mata Atlântica latu sensu.[53] Nas últimas décadas, as instituições públicas municipais vêm tentando amenizar o impacto da degradação ao meio ambiente através de criação de parques ecológicos, como o Parque Ecológico Rego dos Carrapatos e centros ambientais em parceria com mineradoras da cidade.[54] A Mata do Jambreiro, uma área de vegetação remanescente da Mata Atlântica, é hoje um dos pontos mais importantes e preservados da cidade. Dentro da mata existe o Centro de Proteção e Educação Ambiental da Mata do Jambreiro, uma reserva particular mantida pela Vale em compensação às suas atividades de extração mineral na cidade. Existe um programa municipal em parceria com a empresa de educação ambiental junto à crianças do ensino fundamental de toda a cidade, envolvendo excursões escolares e outras atividades extracurriculares.[55] Outra reserva natural de mesma estirpe foi inaugurada em 2014, a Reserva do Vale dos Cristais.[56] Antes das suas criações, essas áreas ambientais estavam em risco devido ao crescimento imobiliário na região.[57] A Mata Samuel de Paula abriga o Centro de Educação Ambiental da AngloGold Ashanti, criado em 2000. Entre 2004 e 2007 o Centro de Educação Ambiental fez um levantamento para identificar a fauna da região. O levantamento apresentou 159 espécies de animais, 14 de anfíbios, 5 de répteis e 13 de mamíferos.[58] Alguns dos mamíferos silvestres encontrados em Nova Lima são tamanduás-bandeira, lobos-guará, onças pardas e onças pintadas.[59][60][61] Em épocas de seca, a cidade constantemente sofre com incêndios naturais e acidentais em pastos e em suas reservas naturais.[62] Hidrografia Um poço, no bairro de Honório Bicalho Nova Lima é parcialmente cortada pelo Rio das Velhas, que é o maior afluente em extensão do Rio São Francisco. O Rio das Velhas corta o município nos bairros de Santa Rita, Honório Bicalho e Nova Suíça. Existe um total de sete subdivisões de bacias e duas áreas de drenagem inscritas pela Secretaria de Meio Ambiente do município, sendo elas: Córrego do Cubango, Ribeirão Água Suja/Cardoso/Cristais (subdivisão que compreende a maior parte da população da cidade), Córrego Queiroz, Córrego Cambimbe, Ribeirão dos Macacos, Córrego do Catumbi e Rio do Peixe (sendo esta a maior delas, representando 34,97% do território nova-limense), além das duas áreas de drenagem: de Bela Fama e de Honório Bicalho.[63] Ribeirão dos Cristais foi canalizado no trecho que corta o centro da cidade em 1992 e sua área foi destinada a criação da Avenida José Bernardo de Barros. Devido a essa canalização, há ocorrências de inundações na via de tempos em tempos. Outras áreas que sofrem com inundações são os bairros de Santa Rita e Honório Bicalho, devido à proximidade das casas em relação ao leito do Rio das Velhas.[63] O município conta com uma série de rios, riachos e córregos nos vales, entre as serras da cidade. De acordo com mapeamento elaborado pela Prefeitura Municipal de Nova Lima, a cidade possui mais de 800 nascentes espalhadas pelo seu território.[64] A subdivisão de bacia de Rio do Peixe possui três grandes reservatórios que servem para aproveitamento hidrelétrico a jusante: a Lagoa dos Ingleses, a Lagoa das Codornas e a Lagoa do Miguelão. Além disso a reserva hídrica da cidade é responsável por 51% do abastecimento de água de Belo Horizonte e de outras cidades da Região Metropolitana, fornecendo água a mais de 2 milhões de pessoas. [65] Clima Tempestade se aproximando do Vale do Sereno O município possui o clima tropical com inverno seco (Aw de acordo com a classificação climática de Köppen-Geiger).[66] A temperatura da cidade varia de 13 °C a 29 °C ao longo do ano. Durante o inverno, algumas poucas vezes a cidade possui temperaturas abaixo dos 10 °C (junho e julho). De mesmo modo, no verão, em raras vezes a temperatura ultrapassa os 32 °C (janeiro e fevereiro).[67] Entre os moradores da Região Metropolitana, Nova Lima é conhecida por ser uma cidade com baixas temperaturas em comparação com os outros municípios da região. Fatores que explicam essa diferença em relação aos outros municípios são a topografia, a densa vegetação e a altitude de alguns bairros da cidade. Grande parte dos moradores do município trabalham em Belo Horizonte e ocasionalmente sentem uma diferença de até 6 °C no trajeto de aproximadamente 30 a 40 minutos entre as suas casas e a capital.[68] O tempo seco dura quase 7 meses, desde o fim de março ao início de outubro, incluindo todo o inverno. Após outubro, frequentemente são observadas chuvas rápidas no mês de outubro e então no mês de novembro se estabelece a estação de maior precipitação, até o mês de fevereiro. O índice pluviométrico anual médio de Nova Lima é 1390 mm.[69] A porcentagem de céu encoberto também acompanha as estações de seca e precipitação.[67] Durante o inverno é muito comum acompanhar neblinas entre as serras da cidade, ocasionando baixa visibilidade nas estradas e baixa nas temperaturas. Ao contrário de Belo Horizonte, que é protegida pela Serra do Curral contra ventos mais fortes,[70] Nova Lima possui variações sazonais de pequeno porte, com ventos constantes ao fim do dia de média anual de 15 km/h. Em cerca de 50% do tempo, a direção média horária dos ventos na cidade é do Leste.[67]